Sunday thoughts #15

Lights in the nights of Paris

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Cursos de Inglês, em Inglaterra

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Quem me acompanha por aqui já sabe que o meu filho mais velho foi este verão para Inglaterra, aprender Inglês e como percebi que é um tema que interessa a muitos pais, vou falar mais um pouco sobre isso.

Eu acredito convictamente que, aos que amamos, devemos dar asas para voar e raízes para voltar e tenho tentado aplicar essa máxima na educação dos meus filhos.

Mas vamos por partes… o meu filho mais velho tem agora 12 anos e tinha 11 quando foi para Inglaterra e por isso, para muitos, isto foi uma loucura da minha parte, só que,  que os meus pais fizeram-me o mesmo quando eu tinha 14 anos e foi uma experiência que adorei, que nunca mais esqueci e que me ficou para a vida.

Foi, por isso, uma coisa que sempre pensei que se tivesse possibilidades para isso gostava que os meus filhos também vivessem essa experiência.

Como o meu filho mais velho é bastante independente e desapegado achei que este ano já seria uma boa altura para isto. Hoje em dia os miúdos vivem tudo mais cedo e conheço  alguns casos de miúdos que não foram porque quando os pais pensaram que seria boa altura já eles tinham outro tipo de interesses e não estavam nada interessados em passar 2 semanas num colégio interno a aprender inglês.

Em Portugal há várias escolas de inglês que organizam estes cursos, mas o que acontece é que vão imensos miúdos portugueses e vai um professor português a acompanhá-los e isso faz com que acabem por falar mais português do que inglês. E não era isso que eu pretendia, mesmo porque já que íamos fazer um investimento tão grande então que fosse em algo que trouxesse uma mais valia ao nível da lingua.

Como ele anda no British Council, perguntei à professora se tinha algum desses cursos para nos recomendar e qual não foi o meu espanto quando ela nos deu umas brochuras e a organização era exactamente a mesma que eu tinha ido há…. uns (muitos, mas isso agora não interessa nada) anos atrás – The Bell Educational Trust.

Ora, da minha parte não precisava de mais referências!

E assim foi, esta é uma organização inglesa com mais de 60 anos de experiência, que tem acordos com vários colégios espalhados em Inglaterra, onde lecciona estes cursos.

Os cursos podem ter várias durações sendo que o mínimo e mais comum são duas semanas, o colégio pode ser escolhido em função das idades que aceita, e também das actividades extra-curso que oferece.

Nós cá em casa escolhemos o Wellington College, que é um colégio que fica a cerca de 1 hora de Londres e onde estudaram várias figuras conhecidas. Ficámos muito contentes com a escolha, pois ele adorou e eu como no fim fui lá buscá-lo, pude comprovar que é um colégio de filme. Um edifício principal lindíssimo e localizado no lindo e verdejante countryside inglês!

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Edifício principal do colégio

Os cursos são muito dinâmicos, têm aulas de manhã e durante parte da tarde e o resto da tarde é preenchida com uma actividade desportiva à escolha dos miúdos. Depois do jantar têm todos os dias uma actividade lúdica diferente, desde jogos de quizz, boys versus girls, noite Disco etc etc. E durante os 15 dias tiveram 3 excursões – Brigton, Windsor e Londres. Ou seja eles nem têm grande tempo para parar e sentir saudades de casa.

Os cursos são divididos entre as idades dos 7 aos 11 e dos 12 aos 17 e são frequentados por miúdos de todas as nacionalidades, o meu filho fez um amigo do Cazaquistão! E essa é, na minha opinião, uma grande mais valia em termos de experiência e em termos de abertura ao mundo.

As instalações deste colégio em particular eram muito boas, suponho que pelo facto de ser um colégio que no período normal de ano lectivo é um colégio de elite, os quartos eram individuais e partilhavam casas de banho.

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O acesso ao colégio

A comida, já se sabe que não é a comida de casa, mas até isso me parece bem, pois aprendem a adaptar-se aoque há. Mas segundo o meu filho havia sempre alguma alternativa com a qual se safava.

O curso não é de todo barato, este de 2 semanas custou 2500 Libras, e inclui tudo menos os voos. É de facto um investimento, mas que penso que foi um investimento ganho.

Se me perguntarem se ele veio a falar corretamente inglês, digo já que não, veio mais desenrascado na lingua,talvez com menos receio de arriscar falar. Ele quando foi já tinha um nível de inglês razoável – ao nível da compreensão oral muito bom, mas menos bom na oralidade e nesse aspecto penso que fez progressos. E depois foram 15 dias longe da família, sozinho num pais estrangeiro, sem a comida da mãe e sem a mãe atrás a apanhar a (muita) roupa que ele deixa espalhada por todo o lado… Claro que hoje em dia com as tecnologias que temos ao nosso dispor, temos uma imensa facilidade em estar sempre em contacto, e as saudades e a preocupação são atenuadas, mas percebi que os 15 dias eram, para já, a medida certa.

Ele que é um miúdo muito desapegado e nos primeiros dias nem ligava, tínhamos que ser nós a ligar, nos últimos dias já ligava por tudo e por nada e quando eu cheguei a Londres já me perguntava a que horas é que iria lá chegar etc etc, ou seja não é de dar parte fraca, mas percebemos que já andavam por ali saudades e carências.

Todo o processo de inscrição é muito fácil e vamos recebendo todas as instruções das várias fases. O pagamento também pode ser feito por inteiro a partir do momento em que se reserva o curso, ou pode-se pagar uma parte nessa altura e 6 semanas antes o restante. Os voos é que é da nossa responsabilidade marcar, quando os miúdos têm menos de 16 anos eles aconselham que contratemos o serviço de acompanhamento a menores da respectiva companhia aérea. No caso do meu filho, ele voou pela Tap, porque queria uma companhia que me desse alguma segurança e contratámos esse serviço de acompanhamento que é feito pela Ground Force. Tem um preço de 50€ por criança e por trajecto e digamos que deixa um bocadinho a desejar, ou pelo menos na viagem Lisboa-Londres, foi essa a impressão com que ficámos. Seja 1 ou sejam 10 crianças (no caso eram 4) com esse serviço contratado é só um assistente da ground force que aparece para levar os miúdos desde o checkin até à porta de embarque. este funcionário aparece ali mesmo no limite, ou seja tivemos que tempos à espera no balcão das assistências especiais e a pessoa que veio buscar os miúdos não devia nada à simpatia… Nós os pais ficámos com aquela sensação de “Ok, estamos a pagar 200€ para isto?!”

Com este serviço os miúdos são os primeiros a entrar no avião e os últimos a sair e em Londres alguém os levou do avião e só entregou à pessoa a quem os pais deram a indicação que poderiam ser entregues.

Assim que lá chegaram, claro que hoje em dia todos têm telefone e iam avisados para ligarem assim que chegassem, mas o colégio enviou uma mensagem personalizada a dizer que o menino X já tinha chegado e estava a ser transportado para o colégio.

A adaptação também foi muito fácil, os miúdos têm muitas actividades para descobrir, têm obviamente regras mas que são impostas de uma forma ligeira. Sendo esta uma organização com tantos anos de experiência, está mais que direccionada para os gostos e apetências destas idades.

No caso do meu filho correu tudo bem, gostou do colégio, gostou das aulas, gostou das pessoas (na realidade é um miúdo com uma grande facilidade de adaptação) não se magoou, não ficou doente e por isso posso dizer que correu muito bem e que demos o investimento como ganho. Recomendamos em absoluto e espero poder repetir com o mais novo daqui a uns anos!

 

Obrigada por lerem!

 

 

 

 

É exactamente isto! 🎯

“…Sim, um dia vou cansar-me de querer conhecer o mundo, mas hoje ainda não é esse dia. Sinto uma espécie de tontura só de começar a conceber todos os lugares onde posso ir. Tenho os sentidos ávidos por tudo aquilo que me espera. Não tenho qualquer receio de estar sozinho, sem mapa, no centro de Singapura, numa avenida de Caracas, diante de uma paisagem do Alasca. Anseio por esse momento…”

Daqui, um texto que acho que todos, que têm esta ânsia de conhecer o mundo, se identificam!

A parte que transcrevo descreve na perfeição o que sinto diante das viagens, podia ter sido escrito por mim, caso eu tivesse o talento para a escrita como o José Luis Peixoto!

Obrigada por lerem!

Yotel em Heathrow – a minha experiência ou como fui lá parar…

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Entrada do Hotel – terminal 4

No passado mês de Julho o meu filho mais velho teve a sua primeira experiência “a solo” no estrangeiro, foi para um colégio de verão aprender inglês.

Foi uma experiência que eu também tive, mais ou menos com a idade dele e que me ficou para a vida, e por isso sempre tive a vontade de, quando chegasse a altura, poder proporcioná-la aos meus filhos.

 

Ora esta mãe, que está sempre a inventar e com viagens na cabeça, assim que a viagem começou a tomar forma, pensou que giro giro era no fim do curso ir ter com ele a Londres, ficávamos lá mais dois ou três dias e aproveitávamos para fazer alguns programas ao gosto do dois!

 

Ora, depois de voltas e reviravoltas decidi que iria para Paris, ver umas exposições que queria ver, depois seguia para Londres. Respirava Paris e ainda riscava um dos itens que estava na minha bucketlist de viagens – atravessar o canal da mancha de comboio!

Isto tudo o que é que tem a ver com o Yotel? Nada e tudo!

Ou seja, eu adoro e por isso planeio e organizo todas as minhas viagens sozinha e normalmente corre sempre bem. Mas esta viagem em particular foram várias coisas a ser marcadas, pensadas, planeadas, calculadas… voos – os meus, os do meu filho, os de um amigo dele, comboio, hotéis, espectáculos etc etc.

Eu cheguei a Londres de comboio, mas o meu filho chegou a Londres de avião, ao aeroporto de Gatwick. Os nossos voos de regresso, por uma questão de horário eram de Heathrow… mas os voos do amigo que foi com ele e que fui eu também que marquei, era de Gatwick…

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Não me perguntem como nem porquê, mas eu meti na cabeça que o nosso aeroporto era Gatwick… os dias todos que estive em Londres tinha na cabeça o aeroporto de Gatwick… fiz o checkin online com a devida antecedência, mas nem verifiquei e nem me preocupei com essa questão, pois na minha cabeça estava assente que era Gatwick.

Ora, no dia da partida, fomos à nossa vida, fizemos tudo o que tínhamos planeado fazer e com a devida antecedência fomos ao hotel buscar a bagagem, e até estivemos a fazer tempo para irmos para o aeroporto.

Chegados ao aeroporto, dirigimo-nos ao que era suposto serem os balcões de checkin da Tap e não havia um único aberto… o meu filho disse-me “oh mamã, não acredito que chegámos cedo de mais…” passaram uns minutos e comecei a achar estranho não ver movimentação e fui perguntar a um balcão do lado. Eis senão quando o sr. me diz, só se se enganou no aeroporto e de repente fez-se luz, abri o email da reserva e lá estava bem escarrapachado – HEATHROW…

Pois, a partir daqui foi a loucura… mas resumindo, apanhámos um taxi (serviço especial do aeroporto) de Gatwick para Heathrow, o motorista foi simplesmente 5***** e foi literalmente a voar, ultrapassou todos os limites de velocidade, eu ia num estado de nervos brutal, o meu filho ia de olhos postos no GPS e de minuto a minuto eu ia-lhe perguntado quantas milhas faltavam, só que nas imediações de Heathrow o trânsito estava caótico, o dia era de final de ano lectivo e por isso havia ainda mais trânsito, que o normal.

Bom, chegámos tipo 3 minutos depois do “drop luggage” ter fechado… eu viajo quase sempre com mala de cabine, mas o meu filho estava há 3 semanas fora, era impossível ter só uma mala de cabine.

Escusado será dizer que tive ali uns minutos de desorientação e de não saber o que fazer.

Aquele era o último voo da Tap do dia… e de repente senti a pressão do tipo: ” não estou sozinha, estou com o miúdo…”

Agarrei-me ao telefone a tentar arranjar um voo para chegar a Lisboa… agora imaginem, último dia de aulas em inglaterra, início de férias de verão e voo marcado em cima da hora… pois, lowcosts completamente esgotadas, e voos a preços exorbitantes… mas a verdade é que tinha de arranjar maneira de nos virmos embora.

O voo mais próximo, e “barato” (este barato é absolutamente desadequado pois o valor dos voos foi exorbitante) que arranjei foi Heathrow – Amsterdão – Faro. Na realidade Faro ou Lisboa não fazia grande diferença, pois o meu carro estava no Algarve.

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Londres vista do observatório de Greenwich

Passado os momentos de pânico e stress lá me acalmei e tentei ver o copo meio cheio, como tento sempre. É verdade que me apetecia esbofetear-me.. continuou a apetecer-me durante algum tempo ou sempre que via o extrato do cartão de crédito… mas há coisas piores.

A viagem do meu filho tinha corrido bem, ele adorou a experiência, adorou o colégio, correu tudo às mil maravilhas, não se magoou, não ficou doente nem “homesick”, os nossos dias em Londres em programa mãe-filho correram maravilhosamente bem, foi mesmo mesmo bom, e ainda ficámos com uma história/aventura para contar.

Eu e este meu filho somo muito parecidos no optimismo e na grande capacidade de nos rirmos de nós próprios e às tantas e com tantos nervos à mistura davam-nos ataques de riso com as buscas que fazia dos voos, e as alternativas e valores que encontrava.

E foi assim que conhecemos o Yotel, que ficava precisamente no terminal de onde íamos sair – terminal 4. A alternativa era dormir em cadeiras super desconfortáveis do aeroporto e como perdidos por 100 perdidos por 1000, lá fui saber como é que funcionava e quanto custava.

Então uma cabine como a nossa, que é a mais pequena custou cerca de 115€ e podíamos ficar até às 6:00am, mas como o nosso chekin abria mesmo às 4:30, isso não era problema.

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Entrada

Há cabine maiores, mais apropriadas para duas pessoas, mas mais caras também  e aquela para as 5 horas que lá íamos estar servia bem.

Pois… escusado será dizer que o espaço é escasso, é tudo aproveitado ao milímetro, mas na realidade temos aquilo que necessitamos – cama, TV, Wifi, tomadas, duche e lavatório e sanita!

Como design tem alguma graça porque todo o espaço tem uma influência Hi-tech, parece que estamos a entrar numa nave espacial!!

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Cama

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Casa de banho

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Duche

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TV aos pés da cama

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Janela… na porta de entrada

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Se repetia o Yotel? Repetia, é de facto uma boa solução para determinadas situações e dentro do que é, é bastante confortável. E a verdade é que a pessoa já não vai para nova, e uma noite mal ou não dormida é coisa para me ficar a pesar no corpo.

Acho que com este grande disparate, mas que acabou por resultar numa boa história para contar e lembrar, elevei o meu nível de viajante – devo estar quase no nível profissional!!!

 

Obrigada por lerem!

 

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Friday mood #21

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Porque nem só de praia vive uma pessoa e Junho é um mês onde há tanto a acontecer em Lisboa, vale a pena tentar aproveitar alguma desta imensa oferta cultural:

  • Começa já esta noite o programa Jardim de verão na fundação Gulkenkian, são uma série de concertos para todos os gostos e alguns até são de entrada gratuita! Passear nos jardins da Gulbenkian é sempre um programa agradável e nesta altura em que os dias são grandes e as noites agradáveis, mais ainda!
  • Umas das viagens que está há muito na minha mente e que acho que vai ser uma das viagens da minha vida é a China, por vários motivos e entre eles estão os guerreiros de Xian. E chegou agora, depois de percorrer várias cidades Europeias, e exposição de réplicas a Lisboa à Cordoaria Nacional. Obviamente que não será o mesmo que ver os originais, mas eu conto não perder esta exposição.
  • Teatro para os mais pequenos e ainda por cima ao ar livre é sempre uma boa ideia!
  • Estamos no tempo das esplanadas e Lisboa tem esplanadas maravilhosas!

Um bom fim de semana para todos!

Capri☀️

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Capri é uma ilha Italiana situada no Golfo de Nápoles, rodeada pelo mar Tirreno ❤ e tem

cerca de 10Km2. É composta por dois municípios, Capri e Anacapri e tem dois portos Marina Piccola e Marina Grande.

Foi descoberta no ano 29 a.c. pelo imperador Augusto, primeiro imperador Romano, quando voltava do Oriente e diz-se que foi amor à primeira vista (como o compreendo). Mas foi o seu sucessor o imperador Tibério que tornou a ilha conhecida, construíndo várias villas. Após a queda do império Romano a ilha passou para o domínio de Nápoles e foi várias vezes saqueada. Só já perto dos nossos dias se tornou refúgio de escritores e celebridades, entre elas Jacqueline Kennedy Onassis, que era frequentadora assídua.

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Hoje em dia, continua a ser uma ilha muito charmosa, requintada, florida e bem cheirosa. Parece que há sempre um agradável aroma no ar. Continua a ser frequentada por celebridades e “jetset” internacional que contribui para a sua aura glamourosa.

A minha história (de amor) com Capri começou há uns bons anos atrás numa viagem em família, os meus pais comemoravam 25 anos de casamento, fomos passar uns dias a Roma e exactamente no dia em que comemoravam o aniversário, fomos numa daquelas viagens tipo “bate-volta” a Capri.

Devo dizer que a ilha nunca mais me saiu de cabeça, honestamente não sei dizer racionalmente o porquê, isto é, agora sei, porque já lá passei, por mais que uma vez ,vários dias seguidos e já tenho efectivamente o conhecimento do sítio necessário para tal. Mas nessa viagem, chegámos antes da hora do almoço, almoçámos, demos um pequeno passeio e voltámos antes da hora do jantar… mas houve um click, e dizem que os amores não precisam de explicação…

 

Digamos que esse amor foi consumado numa outra viagem, desta vez a Roma, e a dois, em  que combinámos com uns dias a Capri. E gostámos tanto que voltámos no ano seguinte, só para Capri.

Em Capri os dias passam sem pressa e sem grande azáfama, passeia-se sem destino, come-se muito bem, frequentamos os beachclubs e faz-se compras – caso se deseje e a carteira assim o permita.

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Após o pequeno almoço, sugiro um passeio até à Piazzeta para o primeiro café do dia, se for relativamente cedo não se apanham os muitos turistas dos cruzeiros que se deslocam à ilha e que andam em grandes grupos. Depois o ideal é escolher um Beachclub para passar o dia. Capri não tem praia de areia e tem umas micropraias de pedrinhas, o melhor mesmo é alugar um barco ou ir para um dos vários beachclub que há ao redor da ilha.

O meu preferido é sem dúvida o Fontelina, diria que é o sítio para se estar em Capri! É um ambiente giro, o sítio é LINDO com uma vista maravilhosa. O beachclub é um espaço em cima das rochas que foi adaptado de forma a se conseguir colocar cadeiras e chapéus.

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Tudo é bonito neste sítio, as cadeiras e colchões brancos e os seus inconfundíveis chapéus de sol de madeira com lona às riscas azuis e brancas. Tem umas escadas de acesso ao mar… a um mar ligeiramente batido mas de água quente e transparente e posso seguramente afirmar que os melhores mergulhos e banhos de mar da minha vida foram no Fontelina e olhem que sou tenho um vasto e conhecedor curriculum de praias. Depois há o restaurante e o que dizer do restaurante… só a vista e ambiente já valem a pena, mas a cereja no topo do bolo é o facto da comida ser óptima.

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Claro que tudo isto se paga, não se pode dizer que seja barato que não é, mas garanto que vale cada euro!

 Ao fim do dia existe um barco que nos transporta do Fontelina para a Marina Picola, há também a alternativa de fazer a subida a pé… mas depois de um dia em modo relax total, a mim, a última coisa que me apetece é enfrentar centenas de degraus!

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Na Marina Picola há autocarros ou taxis para a Piazeta que a essa hora se enche e é onde tudo acontece em Capri e a este tudo refiro-me a pouco mais que ver e ser visto. Uma actividade fútil, mas um fútil em bom! E dias não são dias!!

Vale ainda a pena, ao fim do dia, andar pela Via Vittoria Emanuele e pela Via Camerelle , e  comer um gelado na geladeira Buonacuore, onde a bolacha do cone do gelado é feita na hora e vem para a nossa mão ainda quente!! Indescritível de bom!

Uma outra alternativa é tomar um aperitivo na esplanada do Hotel Quisisana,  a ver quem passa e ver a vida de fim de dia.

Como em Capri é perfeitamente possível jantar às 11:00/11:30 da noite, há mais que tempo para depois ainda ir descansar ao hotel e só depois arranjarmos-nos para sair. E aqui chamo a atenção para o termo “arranjar para sair”, pois é uma atividade levada muito muito a sério em Capri. Os restaurantes e bares estão cheios de pessoas bonitas e “bem” arranjadas, por muito que alguém não leve isso a sério, acho impossível não nos sentirmos deslocados em Capri se não o fizermos. Capri e os seus restaurantes mais conhecidos são verdadeiras passarelles.

Restaurantes que experimentei e recomendo:

Da Paolino – um restaurante em que as mesas ficam debaixo de muitos limoeiros, comida absolutamente divinal, ambiente ao melhor estilo de Capri. Dois conselhos: guardem espaço para as sobremesas, há um buffet ao qual é muito difícil resistir, e não se enganem a escolher o vinho… uma distracção pode levar à ruína… foi a carta de vinhos que me passou pelas mãos com vinhos mais caros e quando digo caros digo muito mas mesmo muito caros, obscenamente caros! Lembro-me de pensarmos… não nos podemos enganar a apontar a linha ao empregado…

Faraglioni – Fica no fim da Via Camarelle e é muito romântico e tranquilo. Recomendo as mesas nas palhotas e não deixem de experimentar o risotto…

D´Amore – Vista linda para a Marina grande. Comida muito boa e preços aceitáveis para o padrão de Capri.

La Fontelina – Não há muito a dizer, é tudo bom. A comida, o ambiente, o atendimento, a vista…TUDO! Adoro de paixão, não gosto muito de catalogar os sítios, mas sem dúvida um dos meus sítios preferidos no mundo que já tive a oportunidade de conheçer.

Da Luigi al faraglioni – Também é um beachclub. Não tem o mesmo ambiente do Fontelina, mas a vista também é maravilhosa, a comida excelente e os preços um pouco mais baixos.

Al Grotino – um restaurante muito acolhedor e comida excelente no centro de Capri, numa rua que não terá mais de 1 metro e meio de largura (outra passerelle)!

Restaurantes que por um motivo ou outro não fui, mas que quero muito ir quando lá voltar:

Aurora – considerado um dos melhores de Capri, todo o jetset vai lá parar. Reserva com antecedência mais que obrigatória. Dois anos seguidos não conseguimos lá ir por termos repetidamente cometido o erro de não reservarmos ainda em Portugal.

Villa verde

Lido del faro

La cancione del mar

Hotéis:

Aqui a escolha é grande, embora a variedade de preços seja muito escassa em termos de preços baixos. Capri não está direccionada para turismo com pouco poder de compra, é um facto e há que dizê-lo.

Não é difícil encontrar hotéis com quartos com vistas de cortar a respiração, mas vistas essas que se pagam e muito bem.

Há vários hotéis lindíssimos em Capri que adoraria experimentar, mas o que nos custaria lá ficar paga talvez mais duas viagens para o hotel que ficámos das duas vezes que lá ficámos e portanto a escolha fica à partida feita…

O hotel que fiquei foi o Hotel Della Piccola Marina, se reservado com alguma antecedência tem preços aceitáveis, o que não significa baixos, para o padrão de Capri. Está muito bem localizado, perto da Piazeta mas suficientemente distante da confusão e é muito simpático, muito tranquilo e uma decoração despretensiosa mas bonita.

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O que comprar: 

Pois… podia dizer o que a carteira permitir! Mas mesmo que não se queira arruinar o orçamento, há pequenas lembranças que se podem trazer. Em Capri tudo gira em torno do limão e por isso desde sabonetes, licor – o famoso Limoncello, pequenos artigos decorativos.

Como ir:

Chegar a Capri leva o seu tempo, mas vale a pena, garanto-vos.

Temos optado pela Tap para ir de Lisboa a Roma, no aeroporto de Fiumicino apanhamos um comboio até à estação Termini, este comboio demora cerca de 20/30min e custa sem me lembro bem cerca de 10€. Em Roma, precisamente na estação Termini, apanhamos o comboio de alta velocidade para Nápoles. Este percurso é feito em 1 hora e pouco e é muito confortável, os preços dos bilhetes dependem muito da antecedência com que se compra.

Na estação de Nápoles apanhamos um taxi para o porto e chegados ao porto é apanhar o barco mais próximo. Há duas companhias a fazer o trajecto, a SNAV e a NLG, mas atenção pois o último barco mesmo no período do Verão não é muito depois das 20:00, agora não sei precisar bem, mas sei que houve um ano em que quis conjugar tudo e mais alguma coisa e planei os horários de forma a chegar a Roma e ter tempo para ir almoçar a um restaurante que queria muito conhecer, deixo aqui a dica – Dal Bolognese – a melhor bolonhesa da vida com vista para a Piaza del Poppolo.

Correu tudo bem, mas por uma questão de minutos perdemos um barco e tivemos que esperar pelo último barco do dia e a essa hora a frequência diminui, sei que ainda esperámos mais de 1 hora.

Chegados a Capri, à Marina Grande ainda falta apanhar o taxi para o hotel! E que taxis…

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Mas garanto-vos que lá chegados esquecemos todo e qualquer cansaço da viagem! Oh se esquecemos!!

O ano passado não fui a Capri, fui a outra ilha Italiana diferente mas igualmente especial que foi Panarea, da qual conto vir aqui falar em breve.

Este verão, com muita pena minha, não vou para nenhuma das duas, nem para nenhum destino deste género, mas é por um motivo maior e para o próximo ano vingo-me, já ando com umas ideias!

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Boas viagens e obrigada por lerem!