Tag Archives: travel

Capri☀️

img_1913

Capri é uma ilha Italiana situada no Golfo de Nápoles, rodeada pelo mar Tirreno ❤ e tem

cerca de 10Km2. É composta por dois municípios, Capri e Anacapri e tem dois portos Marina Piccola e Marina Grande.

Foi descoberta no ano 29 a.c. pelo imperador Augusto, primeiro imperador Romano, quando voltava do Oriente e diz-se que foi amor à primeira vista (como o compreendo). Mas foi o seu sucessor o imperador Tibério que tornou a ilha conhecida, construíndo várias villas. Após a queda do império Romano a ilha passou para o domínio de Nápoles e foi várias vezes saqueada. Só já perto dos nossos dias se tornou refúgio de escritores e celebridades, entre elas Jacqueline Kennedy Onassis, que era frequentadora assídua.

IMG_1674

Hoje em dia, continua a ser uma ilha muito charmosa, requintada, florida e bem cheirosa. Parece que há sempre um agradável aroma no ar. Continua a ser frequentada por celebridades e “jetset” internacional que contribui para a sua aura glamourosa.

A minha história (de amor) com Capri começou há uns bons anos atrás numa viagem em família, os meus pais comemoravam 25 anos de casamento, fomos passar uns dias a Roma e exactamente no dia em que comemoravam o aniversário, fomos numa daquelas viagens tipo “bate-volta” a Capri.

Devo dizer que a ilha nunca mais me saiu de cabeça, honestamente não sei dizer racionalmente o porquê, isto é, agora sei, porque já lá passei, por mais que uma vez ,vários dias seguidos e já tenho efectivamente o conhecimento do sítio necessário para tal. Mas nessa viagem, chegámos antes da hora do almoço, almoçámos, demos um pequeno passeio e voltámos antes da hora do jantar… mas houve um click, e dizem que os amores não precisam de explicação…

 

Digamos que esse amor foi consumado numa outra viagem, desta vez a Roma, e a dois, em  que combinámos com uns dias a Capri. E gostámos tanto que voltámos no ano seguinte, só para Capri.

Em Capri os dias passam sem pressa e sem grande azáfama, passeia-se sem destino, come-se muito bem, frequentamos os beachclubs e faz-se compras – caso se deseje e a carteira assim o permita.

img_5728img_5727img_5731

Após o pequeno almoço, sugiro um passeio até à Piazzeta para o primeiro café do dia, se for relativamente cedo não se apanham os muitos turistas dos cruzeiros que se deslocam à ilha e que andam em grandes grupos. Depois o ideal é escolher um Beachclub para passar o dia. Capri não tem praia de areia e tem umas micropraias de pedrinhas, o melhor mesmo é alugar um barco ou ir para um dos vários beachclub que há ao redor da ilha.

O meu preferido é sem dúvida o Fontelina, diria que é o sítio para se estar em Capri! É um ambiente giro, o sítio é LINDO com uma vista maravilhosa. O beachclub é um espaço em cima das rochas que foi adaptado de forma a se conseguir colocar cadeiras e chapéus.

IMG_1715

IMG_7295

IMG_7293

Tudo é bonito neste sítio, as cadeiras e colchões brancos e os seus inconfundíveis chapéus de sol de madeira com lona às riscas azuis e brancas. Tem umas escadas de acesso ao mar… a um mar ligeiramente batido mas de água quente e transparente e posso seguramente afirmar que os melhores mergulhos e banhos de mar da minha vida foram no Fontelina e olhem que sou tenho um vasto e conhecedor curriculum de praias. Depois há o restaurante e o que dizer do restaurante… só a vista e ambiente já valem a pena, mas a cereja no topo do bolo é o facto da comida ser óptima.

img_5496img_5502img_1847

IMG_7452

Claro que tudo isto se paga, não se pode dizer que seja barato que não é, mas garanto que vale cada euro!

 Ao fim do dia existe um barco que nos transporta do Fontelina para a Marina Picola, há também a alternativa de fazer a subida a pé… mas depois de um dia em modo relax total, a mim, a última coisa que me apetece é enfrentar centenas de degraus!

IMG_5554

Na Marina Picola há autocarros ou taxis para a Piazeta que a essa hora se enche e é onde tudo acontece em Capri e a este tudo refiro-me a pouco mais que ver e ser visto. Uma actividade fútil, mas um fútil em bom! E dias não são dias!!

Vale ainda a pena, ao fim do dia, andar pela Via Vittoria Emanuele e pela Via Camerelle , e  comer um gelado na geladeira Buonacuore, onde a bolacha do cone do gelado é feita na hora e vem para a nossa mão ainda quente!! Indescritível de bom!

Uma outra alternativa é tomar um aperitivo na esplanada do Hotel Quisisana,  a ver quem passa e ver a vida de fim de dia.

Como em Capri é perfeitamente possível jantar às 11:00/11:30 da noite, há mais que tempo para depois ainda ir descansar ao hotel e só depois arranjarmos-nos para sair. E aqui chamo a atenção para o termo “arranjar para sair”, pois é uma atividade levada muito muito a sério em Capri. Os restaurantes e bares estão cheios de pessoas bonitas e “bem” arranjadas, por muito que alguém não leve isso a sério, acho impossível não nos sentirmos deslocados em Capri se não o fizermos. Capri e os seus restaurantes mais conhecidos são verdadeiras passarelles.

Restaurantes que experimentei e recomendo:

Da Paolino – um restaurante em que as mesas ficam debaixo de muitos limoeiros, comida absolutamente divinal, ambiente ao melhor estilo de Capri. Dois conselhos: guardem espaço para as sobremesas, há um buffet ao qual é muito difícil resistir, e não se enganem a escolher o vinho… uma distracção pode levar à ruína… foi a carta de vinhos que me passou pelas mãos com vinhos mais caros e quando digo caros digo muito mas mesmo muito caros, obscenamente caros! Lembro-me de pensarmos… não nos podemos enganar a apontar a linha ao empregado…

Faraglioni – Fica no fim da Via Camarelle e é muito romântico e tranquilo. Recomendo as mesas nas palhotas e não deixem de experimentar o risotto…

D´Amore – Vista linda para a Marina grande. Comida muito boa e preços aceitáveis para o padrão de Capri.

La Fontelina – Não há muito a dizer, é tudo bom. A comida, o ambiente, o atendimento, a vista…TUDO! Adoro de paixão, não gosto muito de catalogar os sítios, mas sem dúvida um dos meus sítios preferidos no mundo que já tive a oportunidade de conheçer.

Da Luigi al faraglioni – Também é um beachclub. Não tem o mesmo ambiente do Fontelina, mas a vista também é maravilhosa, a comida excelente e os preços um pouco mais baixos.

Al Grotino – um restaurante muito acolhedor e comida excelente no centro de Capri, numa rua que não terá mais de 1 metro e meio de largura (outra passerelle)!

Restaurantes que por um motivo ou outro não fui, mas que quero muito ir quando lá voltar:

Aurora – considerado um dos melhores de Capri, todo o jetset vai lá parar. Reserva com antecedência mais que obrigatória. Dois anos seguidos não conseguimos lá ir por termos repetidamente cometido o erro de não reservarmos ainda em Portugal.

Villa verde

Lido del faro

La cancione del mar

Hotéis:

Aqui a escolha é grande, embora a variedade de preços seja muito escassa em termos de preços baixos. Capri não está direccionada para turismo com pouco poder de compra, é um facto e há que dizê-lo.

Não é difícil encontrar hotéis com quartos com vistas de cortar a respiração, mas vistas essas que se pagam e muito bem.

Há vários hotéis lindíssimos em Capri que adoraria experimentar, mas o que nos custaria lá ficar paga talvez mais duas viagens para o hotel que ficámos das duas vezes que lá ficámos e portanto a escolha fica à partida feita…

O hotel que fiquei foi o Hotel Della Piccola Marina, se reservado com alguma antecedência tem preços aceitáveis, o que não significa baixos, para o padrão de Capri. Está muito bem localizado, perto da Piazeta mas suficientemente distante da confusão e é muito simpático, muito tranquilo e uma decoração despretensiosa mas bonita.

IMG_1879

O que comprar: 

Pois… podia dizer o que a carteira permitir! Mas mesmo que não se queira arruinar o orçamento, há pequenas lembranças que se podem trazer. Em Capri tudo gira em torno do limão e por isso desde sabonetes, licor – o famoso Limoncello, pequenos artigos decorativos.

Como ir:

Chegar a Capri leva o seu tempo, mas vale a pena, garanto-vos.

Temos optado pela Tap para ir de Lisboa a Roma, no aeroporto de Fiumicino apanhamos um comboio até à estação Termini, este comboio demora cerca de 20/30min e custa sem me lembro bem cerca de 10€. Em Roma, precisamente na estação Termini, apanhamos o comboio de alta velocidade para Nápoles. Este percurso é feito em 1 hora e pouco e é muito confortável, os preços dos bilhetes dependem muito da antecedência com que se compra.

Na estação de Nápoles apanhamos um taxi para o porto e chegados ao porto é apanhar o barco mais próximo. Há duas companhias a fazer o trajecto, a SNAV e a NLG, mas atenção pois o último barco mesmo no período do Verão não é muito depois das 20:00, agora não sei precisar bem, mas sei que houve um ano em que quis conjugar tudo e mais alguma coisa e planei os horários de forma a chegar a Roma e ter tempo para ir almoçar a um restaurante que queria muito conhecer, deixo aqui a dica – Dal Bolognese – a melhor bolonhesa da vida com vista para a Piaza del Poppolo.

Correu tudo bem, mas por uma questão de minutos perdemos um barco e tivemos que esperar pelo último barco do dia e a essa hora a frequência diminui, sei que ainda esperámos mais de 1 hora.

Chegados a Capri, à Marina Grande ainda falta apanhar o taxi para o hotel! E que taxis…

IMG_5413

Mas garanto-vos que lá chegados esquecemos todo e qualquer cansaço da viagem! Oh se esquecemos!!

O ano passado não fui a Capri, fui a outra ilha Italiana diferente mas igualmente especial que foi Panarea, da qual conto vir aqui falar em breve.

Este verão, com muita pena minha, não vou para nenhuma das duas, nem para nenhum destino deste género, mas é por um motivo maior e para o próximo ano vingo-me, já ando com umas ideias!

IMG_5704

Boas viagens e obrigada por lerem!

Anúncios

Copenhaga, onde a vida acontece de bicicleta

img_8973

Aproximação ao aeroporto de Copenhaga

As primeiras impressões

Este ano a cidade escolhida para o meu “city break” de Outono foi  Copenhaga. Era uma cidade que há muito estava na minha lista de cidades a conhecer, e nesta altura do ano gosto muito de visitar cidades europeias e sentir o frio e o ambiente pré-natalício.

E posso dizer que correspondeu totalmente às expectativas, é impossível não ficarmos rendidos a uma cidade onde a vida acontece de bicicleta! Segundo o que li, mais de 50% da população de Copenhaga utiliza a bicicleta como meio de transporte principal. O número de bicicletas é superior ao número de habitantes, e é efectivamente impressionante a quantidade de bicicletas. E isto, faça chuva, neve ou faça sol!

Já estive em Amesterdão que também é uma cidade onde a bicicleta impera, mas a sensação foi diferente, parecia que a qualquer momento podia ser atropelada por uma bicicleta desgovernada… Em Copenhaga temos a impressão que a vida corre mesmo sobre rodas, parece que não há stress, olhamos para as pessoas e todos têm um ar muito tranquilo, parece que toda a gente anda de bem com a vida.

img_1895

Parlamento

img_1886

Parlamento

 

Enquadramento histórico

Muitos historiadores acreditam que Copenhaga remonta à era dos Vikings, no entanto foi às mãos do bispo Absalon que a fortificou mandando construir o forte de Slotsholmen, que a cidade se tornou um centro regional importante e o ano de 1167 é oficialmente considerado como o ano da sua fundação. Mas foi no ano de 1254 que foi elevada à categoria de cidade durante o bispado de Jacob Erlandsen.

E em 1449, foi pela primeira vez coroada como capital do pais, com o rei Christian I.

Entre 1588 e 1648 foram construídos os edifícios mais notáveis de Copenhaga durante o reinado do rei Christian IV, incluindo o Castelo de Rosenborg, a Torre Redonda (Rundertarn), a Antiga Bolsa de Comércio, os canais de Copenhague e Kastellet (a antiga fortaleza).

1748 – É construído o Palácio de Amalienborg, residência da actual rainha da Dinamarca.

1875 – Hans Christian Andersen, o mundialmente famoso escritor de contos de fadas, morre em Copenhague.

1905 – É concluída a construção do edifício da câmara-Rådhus.

1910 – É inaugurada a primeira ciclovia.

1913 – É inaugurada a estátua “A pequena sereia”.

1940-1945 – Copenhague e a Dinamarca são ocupadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

1962 – A rua de pedestres mais comprida do mundo, Strøget, é inaugurada

1971 – A cidade livre de Christiania é fundada por invasores de um antigo sítio militar no distrito Christianshavn. Christiania ainda hoje é popular entre os visitantes.

2000 – É inaugurada a formidável Ponte do Oresund, unindo a Dinamarca à Suécia.

2004 – É inaugurada a Ópera House.

2008 – Monocle, a prestigiada revista britânica de lifestyle, considera Copenhague a melhor cidade do mundo para viver.

img_1932

Nyhavn

img_1939img_1949

 

img_2009

Christianshavn Kanal

 

img_2036img_2044

 

Sugestões de passeios e visitas

Chegámos a Copenhaga de avião e chegar à cidade é muito fácil, optámos pelo comboio, que é muito rápido, cerca de 12 minutos e o bilhete custa cerca de 5€.

Esta é uma cidade fácil de andar a pé, é completamente plana e para quem gosta de andar  as distâncias não são excessivas.

No entanto como fomos num sábado e regressámos numa terça-feira muito muito cedo, o tempo era limitado e gostávamos de ficar com uma ideia abrangente da cidade e por isso optámos por um programa que quase nunca faço, mas que no caso valeu muito a pena – aqueles autocarros Hop on Hop off, que ainda por cima tinha incluído o passeio de barco. Pode-se utilizar durante 3 dias (agora porque é época baixa, porque normalmente são 2 dias) e tem a vantagem de dar algumas informações históricas do pontos onde pára, abriga-nos do frio e ainda tem WI-FI (yeahhhhhh!!) O bilhete foi cerca de 37,50€ e no meu caso e nas circunstâncias da viagem achei que valeu bem a pena. O passeio de barco é imperdível, dura cerca de 1hora e meia e é muito completo e também com muitas explicações históricas e algumas curiosidades.

Em termos de edifícios históricos, visitámos o Palácio de Amalienborg, casa da família real e é interessante verificar como, apesar da sumptuosidade própria da realeza, quando comparado com outros palácios pela Europa (o anos passado por esta altura tinha estado em Viena de Austria), até aqui se percebe o low profile próprio dos Dinamarqueses. Além de ser um dos países onde a diferença entre classe alta e classe baixa é menor, são um povo discreto e têm na sua génese que não se acham melhores que ninguém.

Outro edifício que que gostámos foi a igreja Marmorkirken, igreja de mármore, da qual destaco a lindíssima cúpula.

De costas para esta igreja e se estivermos no centro da praça que contém este núcleo de palácios reais e museus, olhando em frente, do outro lado do canal, temos o lindíssimo edifício da Ópera House, que foi na sua totalidade financiado pela fundação ligada à empresa Maersk e diz-se que exigiram esta localização – no eixo dos edifícios reais. Em contrapartida, toda a família real tem bilhetes na fila da frente para todos os espectáculos.

img_1786

img_1773

Amalienborg Palace

img_1958

Ópera House

img_1991

Vista do rio (passeio de barco) do complexo de Palácios Reais

Um outro edifício interessante de visitar foi a Rundetarn, a torre redonda construída em 1642 por Christian IV para observatório. Tem 34,8m de altura e uma rampa larga interior, em espiral, que nos leva até ao topo. Tem ainda uma sala com exposições temporárias, que no momento em que a estava patente uma exposição sobre relações amorosas terminadas… consistia em exibir objectos resultantes de relações destruídas, doadas pelos próprios e cada objecto tinha um pequeno texto explicativo da peça e do seu enquadramento na relação ou no término da mesma… Algo diferente… mas que gostei e realmente no sofrimento somos todos iguais.

Staten Museum for Kunst – Galeria nacional da Dinamarca, foi o museu que escolhemos para substituir a visita ao Castelo de Rosenborg, pois este, ao Domingo fecha às 14:00, algo que não sabia ( e à segunda não abre). Então bati com a cara na porta e fiquei com imensa pena pois era um dos que gostava muito de visitar. Fiquei-me pelo jardim que é lindíssimo e agora com as cores do Outono mais ainda.

img_1835

Jardim do Palácio Rosenborg

img_1843

Palácio Rosenborg

img_1845img_1849

 

Entretanto como a Galeria Nacional fica mesmo em frente, foi para lá que fomos. O edifício em termos arquitectónicos vale muito a pena, pois há uma junção entre antigo e moderno. Tem uma coleção grande de pintura antiga e obras mais contemporâneas.

 

O facto de um dos dias que estivemos na cidade ter sido segunda-feira, não permitiu visitar museus nesse dia, pois estão fechados.  No entanto foi o dia que aproveitámos para fazer o passeio de barco, andar muito a pé e visitar o Parque Tivoli.

Rathaus – Edfício da câmara municipalé um dos edifícios mais altos da cidade, com a sua torre com 105,6m de altura e onde é possível subir e ter uma visão sobre o Parque Tivoli e parte da cidade. É impossível não passarmos por este edifício, nas voltas pela cidade e  num dos fins de tarde que por lá passei (sabem aquela coisa de ir descansar um pouco ao Hotel ao fim do dia? Eu não!! Tal coisa não existe para mim quando estou nestas cidades vibrantes…) chamou-me a atenção a entrada do mesmo e uns caixotes de fruta pousados à porta e pessoas a entrarem e a saírem, ora como boa curiosa que sou e como não quero perder pitada lá fui dar uma espreitadela, e em boa hora o fiz, pois acho que experienciei o espírito de Copenhaga. Num átrio/salão, não sei bem o que lhe chamar, decorria um evento gratuito em que estavam a fazer umas projecções coloridas numa parede, acompanhadas por um músico a tocar piano e um coro. Haviam algumas pessoas espalhadas pelo espaço, umas em pé, outras sentadas no chão em grupos. E havia ainda uma banca com comida e chocolate quente. Entretanto aparece uma senhora a dizer às pessoas que tinham ficado mais perto da entrada/saída para irem tomar um chocolate quente e comer um bolo, pois era tudo “free” e explicou o que eram as projecções e um pouco da história do “evento”.

img_9077

Achei que aquilo era a cara de Copenhaga, cultura grátis e em que as pessoas participam de forma muito descontraída.

Parque Tivoli  – Este também era dos que não queria faltar, ainda mais porque a época natalícia do Parque tinha acabado de ser inaugurada.

Este é um dos parques mais visitados do mundo, abriu as portas em 1843 e foi onde Walt Disney se inspirou para o Walt Diney World.

Como nesta altura do ano, por volta das 4 da tarde anoitece em Copenhaga, acabámos por ir já depois de escurecer e posso garantir que é mágico. Os bilhetes normais custam cerca de 16€ e há também bilhetes que incluem voltas ilimitadas nos carrocéis, caso tivesse ido com os meus filhos provavelmente este seria a melhor opção, se bem os conheço…

img_9173

img_9174img_9185img_9193img_9197

 

Ainda visitámos Christiania, a cidade livre de Copenhaga, que obviamente tem graça porque é diferente, mas onde não passámos muito tempo, mas não queria deixar de vivenciar a experiência. As fotos não são permitidas, especialmente (aos cromos) às pessoas que por lá andam, mas ainda saquei do telemóvel para fotografar dois edifícios.

img_9147

 

Alimentação

Comi bastante bem em Copenhaga, mas não é barato. E nós portugueses, nestes países, apanhamos um banho de realidade e vimos o quão baixo é o nosso poder de compra…

Gostámos muito e recomendo um mercado estilo “gourmet” que fica muito perto da estação de Norreport – na praça de nome Israel Plads. É um mercado coberto, e um misto de bancas para comprar e levar para casa e outras para comer por lá mesmo. Encontra-se um pouco de tudo, dentro do género “picar” – bancas de queijos, enchidos, saladas, sushi, smorrebrod, chocolates, licores, acessórios de cozinha, etc etc.

 

Um outro sitio interessante é o Copenhagen street food, um sitio com um ambiente muito cool e com comida de rua, mas dentro de um grande armazém devidamente aquecido.

 

Uma outra boa opção para petiscar  e para beber o Gluehwien são os mercados de natal!

img_9162

Em termos de restaurantes propriamente ditos, jantámos uma noite no Porto – Nhyvan, no Nyhavns Faergekro, restaurante simpático de comida típica Dinamarquesa com serviço eficiente.

Um outro restaurante que gostei  foi o de inspiração italiana The Italian, comida muito boa, ambiente tranquilo e serviço mais uma vez eficiente (mas haverá alguma coisa que não é eficiente em Copenhaga?!)

Mas a cereja no topo do bolo ficou para a última noite, o Paté Paté, um restaurante da moda, muito giro, onde se podem pedir vários pratos pequenos para experimentarmos e dividirmos. Este restaurante tem uma carta de vinhos verdadeiramente impressionante, e tendo em conta o preço do vinho nos restaurantes em Copenhaga, este facto é ainda mais impressionante! O ambiente é descontraído mas acolhedor. As mesas são corridas e o serviço é simpático e mais uma vez muito eficiente.

Nunca deixa de me surpreender a “movida” neste países mais ao Norte, que até há alguns anos atrás tinhamos (eu, pelo menos, tinha) a impressão que eram fechados e sisudos, muito por causa do tempo. Nada mais errado, fomos a este restaurante a uma segunda-feira à noite e só vos digo: tomara os restaurantes da moda em Lisboa, à segunda-feira à noite, terem o movimento que por lá vi!

 

Alojamento

Reservei o Hotel SP34, onde fiquei, no site do booking. É um boutique hotel, mas não sendo mau, também não me encheu as medidas. Não fica para a história e não merece um post  isolado, como habitualmente faço em relação aos hotéis que fico e dos quais gosto. Salva-se o lobby que tem a particularidade e curiosidade de ser bar e ao mesmo tempo recepção para checkin e checkout! E salva-se também um maravilhoso gluehwien que por lá bebi num fim de noite (há quem beba chá, eu sei…) e que estava MA-RA-VI-LHO-SO.  Gluehwien é, para mim, o sabor do Inverno deste países para onde (gosto) ADORO de fugir por uns dias nesta altura do ano!

thumb_img_9009_1024

Obrigada por lerem!

***

English version under construction

 

Hotel Thoumieux, Paris

Na última viagem a Paris fiquei no Hotel Thoumieux – rue St. Dominique, 79.

Como irão perceber se acompanharem o blog, eu sou uma pessoa que ADORA hotéis e adoro conhecer novos hotéis e especialmente hotéis diferentes. Mas nunca estou disposta a estourar o budget da viagem, seja ela qual for, só com o hotel. Até mesmo porque vão perceber que eu sou uma pessoa que adora hotéis, mas também sou uma pessoa que adora restaurantes e lojas e… e… e… e…

Este é um boutique hotel do grupo Costes e dito isto talvez fossem desnecessárias mais palavras…, mas ainda assim vou arriscá-las.

A localização é muito central no 7iéme arrondissement, muito perto dos Invalides, com a estação de metro La Tour Maubourg a uma distância de cerca de 5min a pé. E a estação de Invalides a um pouco mais, mas também perfeitamente acessível a pé. A Torre Eiffel também fica a cerca de 15minutos.

O hotel tem cerca de 15 quartos, um projecto de interiores com inspiração Art Deco que esteve a cargo da designer Iraniana, sediada em Paris India Madhavi,  conhecida por vários projectos de interiores em hotéis, restaurantes e bares da moda espalhados pelo mundo.

Em todo o hotel os padrões são usados e abusados, tanto ao nível de papéis de parede como tapetes, assim como as cores fortes. A luz é um elemento determinante na concepção dos espaços e ambientes. Elementos fortes são uma constante e conferem-lhe muita personalidade, no entanto a atmosfera é extremamente acolhedora, muito “cozy”.

thumb_IMG_3074_1024

thumb_thumb_IMG_9241_1024_1024

Pomenor da máquina de café e Ipad

thumb_thumb_IMG_9238_1024_1024

Zona de closet

thumb_IMG_3078_1024

Casa de banho

thumb_IMG_9274_1024

Corredor de acesso aos quartos

Todo o hotel cheira maravilhosamente bem, e um hotel que apela ao  olfacto cativa-me logo, pois sou uma pessoa também de cheiros, é algo que considero que nos cria uma memória muito poderosa.

Não posso deixar de referir a cama, que era muitíssimo confortável. Isto é tudo muito giro, mas só uma decoração bonita não faz um hotel porque  e as amenities… da Aésop, uma marca que dispensa apresentações e que eu adoro!

thumb_IMG_3083_1024

Amenities Aésop

thumb_IMG_3082_1024

Aqui chegados penso que é fácil concluir que gostei muito do hotel, voltaria ou voltarei com todo o gosto e conquistou-me assim que passei as portas de entrada.

Um pequeno pormenor é que o hotel não tem elevador, mas não se preocupem, as malas aparecem-nos confortavelmente no quarto! E como o edifício só tem quatro andares também não é grave.

Relativamente ao pequeno almoço, nunca o tomámos no hotel, normalmente gosto de conhecer o que há à volta, o que habitualmente também se revela uma opção mais barata. A cerca de 5 min do hotel podemos encontrar a rue Cler, uma rua pedonal, muitíssimo simpática, com vários cafés, floristas, queijarias, mercearias e portanto uma excelente opção para o pequeno almoço.

thumb_IMG_3263_1024 2

Pormenor de um espelho num espaço comum

Esta foi uma viagem de 3 noites e por isso com alguma pena, não conseguimos conhecer os restaurantes do hotel, nomeadamente a Brasserie Thoumieux, mas que não perde pela demora!! O espaço é muito giro, estava sempre cheio, o que é um bom sinal.

thumb_IMG_3265_1024

Um dos restaurantes do hotel

O hotel Thoumieux é um dos preferidos em Paris da conhecida digital influencer Garance Doré!

Fiz esta reserva com alguma antecedência através do booking.com e consegui um excelente preço, um quarto de casal por cerca de 150€/noite!!!! Sim, foi mesmo um achado!

A viagem Lisboa/Paris foi com a AirFrance, que chega ao aeroporto Charles de Gaulle e daí apanhámos a Roissybus até à zona da Ópera.

Nessa zona, eu e o meu marido temos uma paragem obrigatória… Em vez de nos enfiarmos diretamente no Metro, andamos cerca de 200m até a Brasserie/Bar Garmont , sentam-nos na esplanada, tomamos um copo de vinho acompanhado de uma tábua de queijos e aí sim, sentimos que estamos em Paris!!

Para chegar ao hotel, apanhámos o metro em Bonne Nouvelle e saímos direto em Le Tour Maubourg.

thumb_IMG_3155_1024

Eu, na entrada do hotel

 

Obrigada por lerem e boas viagens!

 

 

 

Testado e aprovado #1

There´s something about hotels…

Hotel Les Plumes – Paris

ADORO hotéis, pronto nada a fazer… e perco-me por um bom hotel. Fascinam-me, acho que me fazem sonhar…

E como tal, quando viajo o Hotel é parte importante da experiência, e às vezes a experiência em si mesma!

Mas, como muitas vezes é preciso deixarmos as nuvens dos sonhos e cairmos na realidade… nem sempre há disponível um budget que nos permita ir para os hotéis que habitam os nossos sonhos.

Mas quem adora hotéis sabe que mesmo não escolhendo o TAL hotel, a escolha tem que recair num que nos diga alguma coisa.

E é aqui que entra o Hotel Les Plumes em Paris, o hotel onde fiquei na última vez que estive nesta cidade que ADORO. Procurava um hotel bem localizado, confortável, com um design cuidado e que me agradasse e que não me rebentasse com o orçamento, ainda por cima porque todos sabemos que o que não falta em Paris são opções, das mais diversas ordens, onde podemos TÃO facilmente rebentar com qualquer orçamento…

E assim descobri o Les Plumes no site do booking, que normalmente é a minha primeira escolha em termos de reservas de hotéis, e revelou-se uma agradável surpresa: localização fabulosa, um design cuidado e curioso, funcionários simpáticos, cama confortável e um duche MA-RA-VI-LHO-SO!

Sem dúvida uma opção a considerar numa próxima ida a Paris (sim já sonho com a próxima!!)

***

I absolutely ADORE hotels… I just love a good and fancy hotel …

So when I travel the hotel is an important part of the experience , and sometimes the experience itself !

But , sometimes you just have to get real… and not always we have available a budget that allows us to go to that one hotel that inhabit our dreams .

In my last visit to Paris, I came along with Les Plumes Hotel. I was looking for a well located and comfortable hotel , fancy but not to burst with the budget , moreover because we all know that when in Paris it´s so so easy  to burst the budget in so many different ways….

And so I booked through Booking website, which is usually my first choice in terms of hotel bookings, it proved to be a pleasant surprise: fabulous location, a careful and curious design, friendly staff, comfortable bed and a  wonderful shower – wow kind of!

It´s certainly an option to consider in a next trip to Paris (yes, I´m already dreaming about the next one!)

Image

Image

Image

Image

I like to think of hotels as playgrounds for grown-ups” – Loh Lik Peng in: The Design Hotels Book

Mais imagens aqui