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Cursos de Inglês, em Inglaterra

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Quem me acompanha por aqui já sabe que o meu filho mais velho foi este verão para Inglaterra, aprender Inglês e como percebi que é um tema que interessa a muitos pais, vou falar mais um pouco sobre isso.

Eu acredito convictamente que, aos que amamos, devemos dar asas para voar e raízes para voltar e tenho tentado aplicar essa máxima na educação dos meus filhos.

Mas vamos por partes… o meu filho mais velho tem agora 12 anos e tinha 11 quando foi para Inglaterra e por isso, para muitos, isto foi uma loucura da minha parte, só que,  que os meus pais fizeram-me o mesmo quando eu tinha 14 anos e foi uma experiência que adorei, que nunca mais esqueci e que me ficou para a vida.

Foi, por isso, uma coisa que sempre pensei que se tivesse possibilidades para isso gostava que os meus filhos também vivessem essa experiência.

Como o meu filho mais velho é bastante independente e desapegado achei que este ano já seria uma boa altura para isto. Hoje em dia os miúdos vivem tudo mais cedo e conheço  alguns casos de miúdos que não foram porque quando os pais pensaram que seria boa altura já eles tinham outro tipo de interesses e não estavam nada interessados em passar 2 semanas num colégio interno a aprender inglês.

Em Portugal há várias escolas de inglês que organizam estes cursos, mas o que acontece é que vão imensos miúdos portugueses e vai um professor português a acompanhá-los e isso faz com que acabem por falar mais português do que inglês. E não era isso que eu pretendia, mesmo porque já que íamos fazer um investimento tão grande então que fosse em algo que trouxesse uma mais valia ao nível da lingua.

Como ele anda no British Council, perguntei à professora se tinha algum desses cursos para nos recomendar e qual não foi o meu espanto quando ela nos deu umas brochuras e a organização era exactamente a mesma que eu tinha ido há…. uns (muitos, mas isso agora não interessa nada) anos atrás – The Bell Educational Trust.

Ora, da minha parte não precisava de mais referências!

E assim foi, esta é uma organização inglesa com mais de 60 anos de experiência, que tem acordos com vários colégios espalhados em Inglaterra, onde lecciona estes cursos.

Os cursos podem ter várias durações sendo que o mínimo e mais comum são duas semanas, o colégio pode ser escolhido em função das idades que aceita, e também das actividades extra-curso que oferece.

Nós cá em casa escolhemos o Wellington College, que é um colégio que fica a cerca de 1 hora de Londres e onde estudaram várias figuras conhecidas. Ficámos muito contentes com a escolha, pois ele adorou e eu como no fim fui lá buscá-lo, pude comprovar que é um colégio de filme. Um edifício principal lindíssimo e localizado no lindo e verdejante countryside inglês!

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Edifício principal do colégio

Os cursos são muito dinâmicos, têm aulas de manhã e durante parte da tarde e o resto da tarde é preenchida com uma actividade desportiva à escolha dos miúdos. Depois do jantar têm todos os dias uma actividade lúdica diferente, desde jogos de quizz, boys versus girls, noite Disco etc etc. E durante os 15 dias tiveram 3 excursões – Brigton, Windsor e Londres. Ou seja eles nem têm grande tempo para parar e sentir saudades de casa.

Os cursos são divididos entre as idades dos 7 aos 11 e dos 12 aos 17 e são frequentados por miúdos de todas as nacionalidades, o meu filho fez um amigo do Cazaquistão! E essa é, na minha opinião, uma grande mais valia em termos de experiência e em termos de abertura ao mundo.

As instalações deste colégio em particular eram muito boas, suponho que pelo facto de ser um colégio que no período normal de ano lectivo é um colégio de elite, os quartos eram individuais e partilhavam casas de banho.

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O acesso ao colégio

A comida, já se sabe que não é a comida de casa, mas até isso me parece bem, pois aprendem a adaptar-se aoque há. Mas segundo o meu filho havia sempre alguma alternativa com a qual se safava.

O curso não é de todo barato, este de 2 semanas custou 2500 Libras, e inclui tudo menos os voos. É de facto um investimento, mas que penso que foi um investimento ganho.

Se me perguntarem se ele veio a falar corretamente inglês, digo já que não, veio mais desenrascado na lingua,talvez com menos receio de arriscar falar. Ele quando foi já tinha um nível de inglês razoável – ao nível da compreensão oral muito bom, mas menos bom na oralidade e nesse aspecto penso que fez progressos. E depois foram 15 dias longe da família, sozinho num pais estrangeiro, sem a comida da mãe e sem a mãe atrás a apanhar a (muita) roupa que ele deixa espalhada por todo o lado… Claro que hoje em dia com as tecnologias que temos ao nosso dispor, temos uma imensa facilidade em estar sempre em contacto, e as saudades e a preocupação são atenuadas, mas percebi que os 15 dias eram, para já, a medida certa.

Ele que é um miúdo muito desapegado e nos primeiros dias nem ligava, tínhamos que ser nós a ligar, nos últimos dias já ligava por tudo e por nada e quando eu cheguei a Londres já me perguntava a que horas é que iria lá chegar etc etc, ou seja não é de dar parte fraca, mas percebemos que já andavam por ali saudades e carências.

Todo o processo de inscrição é muito fácil e vamos recebendo todas as instruções das várias fases. O pagamento também pode ser feito por inteiro a partir do momento em que se reserva o curso, ou pode-se pagar uma parte nessa altura e 6 semanas antes o restante. Os voos é que é da nossa responsabilidade marcar, quando os miúdos têm menos de 16 anos eles aconselham que contratemos o serviço de acompanhamento a menores da respectiva companhia aérea. No caso do meu filho, ele voou pela Tap, porque queria uma companhia que me desse alguma segurança e contratámos esse serviço de acompanhamento que é feito pela Ground Force. Tem um preço de 50€ por criança e por trajecto e digamos que deixa um bocadinho a desejar, ou pelo menos na viagem Lisboa-Londres, foi essa a impressão com que ficámos. Seja 1 ou sejam 10 crianças (no caso eram 4) com esse serviço contratado é só um assistente da ground force que aparece para levar os miúdos desde o checkin até à porta de embarque. este funcionário aparece ali mesmo no limite, ou seja tivemos que tempos à espera no balcão das assistências especiais e a pessoa que veio buscar os miúdos não devia nada à simpatia… Nós os pais ficámos com aquela sensação de “Ok, estamos a pagar 200€ para isto?!”

Com este serviço os miúdos são os primeiros a entrar no avião e os últimos a sair e em Londres alguém os levou do avião e só entregou à pessoa a quem os pais deram a indicação que poderiam ser entregues.

Assim que lá chegaram, claro que hoje em dia todos têm telefone e iam avisados para ligarem assim que chegassem, mas o colégio enviou uma mensagem personalizada a dizer que o menino X já tinha chegado e estava a ser transportado para o colégio.

A adaptação também foi muito fácil, os miúdos têm muitas actividades para descobrir, têm obviamente regras mas que são impostas de uma forma ligeira. Sendo esta uma organização com tantos anos de experiência, está mais que direccionada para os gostos e apetências destas idades.

No caso do meu filho correu tudo bem, gostou do colégio, gostou das aulas, gostou das pessoas (na realidade é um miúdo com uma grande facilidade de adaptação) não se magoou, não ficou doente e por isso posso dizer que correu muito bem e que demos o investimento como ganho. Recomendamos em absoluto e espero poder repetir com o mais novo daqui a uns anos!

 

Obrigada por lerem!

 

 

 

 

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Yotel em Heathrow – a minha experiência ou como fui lá parar…

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Entrada do Hotel – terminal 4

No passado mês de Julho o meu filho mais velho teve a sua primeira experiência “a solo” no estrangeiro, foi para um colégio de verão aprender inglês.

Foi uma experiência que eu também tive, mais ou menos com a idade dele e que me ficou para a vida, e por isso sempre tive a vontade de, quando chegasse a altura, poder proporcioná-la aos meus filhos.

 

Ora esta mãe, que está sempre a inventar e com viagens na cabeça, assim que a viagem começou a tomar forma, pensou que giro giro era no fim do curso ir ter com ele a Londres, ficávamos lá mais dois ou três dias e aproveitávamos para fazer alguns programas ao gosto do dois!

 

Ora, depois de voltas e reviravoltas decidi que iria para Paris, ver umas exposições que queria ver, depois seguia para Londres. Respirava Paris e ainda riscava um dos itens que estava na minha bucketlist de viagens – atravessar o canal da mancha de comboio!

Isto tudo o que é que tem a ver com o Yotel? Nada e tudo!

Ou seja, eu adoro e por isso planeio e organizo todas as minhas viagens sozinha e normalmente corre sempre bem. Mas esta viagem em particular foram várias coisas a ser marcadas, pensadas, planeadas, calculadas… voos – os meus, os do meu filho, os de um amigo dele, comboio, hotéis, espectáculos etc etc.

Eu cheguei a Londres de comboio, mas o meu filho chegou a Londres de avião, ao aeroporto de Gatwick. Os nossos voos de regresso, por uma questão de horário eram de Heathrow… mas os voos do amigo que foi com ele e que fui eu também que marquei, era de Gatwick…

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Não me perguntem como nem porquê, mas eu meti na cabeça que o nosso aeroporto era Gatwick… os dias todos que estive em Londres tinha na cabeça o aeroporto de Gatwick… fiz o checkin online com a devida antecedência, mas nem verifiquei e nem me preocupei com essa questão, pois na minha cabeça estava assente que era Gatwick.

Ora, no dia da partida, fomos à nossa vida, fizemos tudo o que tínhamos planeado fazer e com a devida antecedência fomos ao hotel buscar a bagagem, e até estivemos a fazer tempo para irmos para o aeroporto.

Chegados ao aeroporto, dirigimo-nos ao que era suposto serem os balcões de checkin da Tap e não havia um único aberto… o meu filho disse-me “oh mamã, não acredito que chegámos cedo de mais…” passaram uns minutos e comecei a achar estranho não ver movimentação e fui perguntar a um balcão do lado. Eis senão quando o sr. me diz, só se se enganou no aeroporto e de repente fez-se luz, abri o email da reserva e lá estava bem escarrapachado – HEATHROW…

Pois, a partir daqui foi a loucura… mas resumindo, apanhámos um taxi (serviço especial do aeroporto) de Gatwick para Heathrow, o motorista foi simplesmente 5***** e foi literalmente a voar, ultrapassou todos os limites de velocidade, eu ia num estado de nervos brutal, o meu filho ia de olhos postos no GPS e de minuto a minuto eu ia-lhe perguntado quantas milhas faltavam, só que nas imediações de Heathrow o trânsito estava caótico, o dia era de final de ano lectivo e por isso havia ainda mais trânsito, que o normal.

Bom, chegámos tipo 3 minutos depois do “drop luggage” ter fechado… eu viajo quase sempre com mala de cabine, mas o meu filho estava há 3 semanas fora, era impossível ter só uma mala de cabine.

Escusado será dizer que tive ali uns minutos de desorientação e de não saber o que fazer.

Aquele era o último voo da Tap do dia… e de repente senti a pressão do tipo: ” não estou sozinha, estou com o miúdo…”

Agarrei-me ao telefone a tentar arranjar um voo para chegar a Lisboa… agora imaginem, último dia de aulas em inglaterra, início de férias de verão e voo marcado em cima da hora… pois, lowcosts completamente esgotadas, e voos a preços exorbitantes… mas a verdade é que tinha de arranjar maneira de nos virmos embora.

O voo mais próximo, e “barato” (este barato é absolutamente desadequado pois o valor dos voos foi exorbitante) que arranjei foi Heathrow – Amsterdão – Faro. Na realidade Faro ou Lisboa não fazia grande diferença, pois o meu carro estava no Algarve.

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Londres vista do observatório de Greenwich

Passado os momentos de pânico e stress lá me acalmei e tentei ver o copo meio cheio, como tento sempre. É verdade que me apetecia esbofetear-me.. continuou a apetecer-me durante algum tempo ou sempre que via o extrato do cartão de crédito… mas há coisas piores.

A viagem do meu filho tinha corrido bem, ele adorou a experiência, adorou o colégio, correu tudo às mil maravilhas, não se magoou, não ficou doente nem “homesick”, os nossos dias em Londres em programa mãe-filho correram maravilhosamente bem, foi mesmo mesmo bom, e ainda ficámos com uma história/aventura para contar.

Eu e este meu filho somo muito parecidos no optimismo e na grande capacidade de nos rirmos de nós próprios e às tantas e com tantos nervos à mistura davam-nos ataques de riso com as buscas que fazia dos voos, e as alternativas e valores que encontrava.

E foi assim que conhecemos o Yotel, que ficava precisamente no terminal de onde íamos sair – terminal 4. A alternativa era dormir em cadeiras super desconfortáveis do aeroporto e como perdidos por 100 perdidos por 1000, lá fui saber como é que funcionava e quanto custava.

Então uma cabine como a nossa, que é a mais pequena custou cerca de 115€ e podíamos ficar até às 6:00am, mas como o nosso chekin abria mesmo às 4:30, isso não era problema.

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Entrada

Há cabine maiores, mais apropriadas para duas pessoas, mas mais caras também  e aquela para as 5 horas que lá íamos estar servia bem.

Pois… escusado será dizer que o espaço é escasso, é tudo aproveitado ao milímetro, mas na realidade temos aquilo que necessitamos – cama, TV, Wifi, tomadas, duche e lavatório e sanita!

Como design tem alguma graça porque todo o espaço tem uma influência Hi-tech, parece que estamos a entrar numa nave espacial!!

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Cama

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Casa de banho

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Duche

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TV aos pés da cama

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Janela… na porta de entrada

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Se repetia o Yotel? Repetia, é de facto uma boa solução para determinadas situações e dentro do que é, é bastante confortável. E a verdade é que a pessoa já não vai para nova, e uma noite mal ou não dormida é coisa para me ficar a pesar no corpo.

Acho que com este grande disparate, mas que acabou por resultar numa boa história para contar e lembrar, elevei o meu nível de viajante – devo estar quase no nível profissional!!!

 

Obrigada por lerem!

 

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St. Martins Lane hotel london

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Na minha última ida a Londres fiquei no St. Martins Lane Hotel e adorei.

Além da localização imbatível, no coração do “buzz” londrino, perto de Convent Garden, na zona do West End, para os amantes de hoteis este é um boutique hotel muito bonito.

O design é do Philip Stark e só por isso já merece a estadia. Há uma junção entre linhas modernas e “clean”, com peças coloridas e muito marcantes.

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Os hóspedes podem usufruir do maior ginásio de hotel da Europa – o Gymbox.

Mas além disto houve uma coisa que me seduziu assim que passei a fabulosa porta rotativa de entrada, que foi o cheiro… sim o cheiro, leram bem! Todo o hotel cheira maravilhosamente bem! E não são velas e nem incensos. Perguntei e disseram-me que era um aroma que punham no sistema de climatização e espalhava-se pelos espaços comuns dos hotéis. Ora eu, que sou muito muito esquisita com cheiros, adorei esta novidade, especialmente porque era um cheiro muito agradável, sem ser demais e sem ser enjoativo.

Depois há ainda as amenities…

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Os quartos são muito luminosos, grandes vãos envidraçados. A decoração vai de encontro ao resto do hotel, linhas limpas mas acolhedor. A cama do quarto onde fiquei era muitíssimo confortável e estava enquadrada numa espécie de cabeceira onde havia a possibilidade de escolher a luz que emoldurava a cama.

A casa de banho era toda em pedra com um duche daqueles de onde não apetece sair!

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Este não é um hotel que se possa dizer em conta… é puxadote, embora já se sabe que nas capitais europeias, hotel acima de um determinado nível ou com qualquer coisas que os diferencie nunca são baratos. Vale a pena ficar de olhos nas promoções, eu marquei através do booking, numa altura em que estava com desconto e o preço ficou menos salgado e como eram só duas noites…

E valeu bem a pena, será sempre uma hipótese a considerar em Londres, se a carteira assim o permitir!

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E Londres é sempre uma (boa) excelente ideia, não é? Ando como imensas saudades…

Obrigada por lerem!

***

On my last trip to London I stayed at the St. Martins Lane Hotel and loved it.

In addition to an absolutely amazing location, in the heart of the London buzz, close to Convent Garden in the West End area, for hotel lovers this is a beautiful boutique hotel.

The design is Philip Stark’s and that for it self is worth the stay. There is a junction between modern and clean lines, with colorful and statement pieces.

Guests can take advantage of Europe’s largest hotel gym – the Gymbox.

But besides this there was something that seduced me as soon as I passed the fabulous revolving door, and that was the smell … yes the smell! The whole hotel smells wonderful! And they are not candles or incense. I asked and they told me that it was a scent they put in the air-conditioning system and it spreads through the common spaces of the hotel. It was a very pleasant smell, without being too much and without being cloying.

Then there are the amazing amenities …

The rooms are very bright, large glazed windows. The decor is clean but cozy lines. The bed was very comfortable and was framed in a sort of headboard where there was the possibility of choosing the light that framed the bed.

As you can imagine by now, this is not a budget hotel…, although one already knows that in European capitals, hotel above a certain level or with any kind of twist are never cheap. It’s worth keeping an eye on the promotions, I checked through the booking, and found a discount so the price was less salty and it was only two nights …

I tell you, it was definitely well worth it, it will always be one to consider in London if my wallet allows it!

And London is always a (good) great idea, isn´t it?

Thank you for reading!

Copenhaga, onde a vida acontece de bicicleta

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Aproximação ao aeroporto de Copenhaga

As primeiras impressões

Este ano a cidade escolhida para o meu “city break” de Outono foi  Copenhaga. Era uma cidade que há muito estava na minha lista de cidades a conhecer, e nesta altura do ano gosto muito de visitar cidades europeias e sentir o frio e o ambiente pré-natalício.

E posso dizer que correspondeu totalmente às expectativas, é impossível não ficarmos rendidos a uma cidade onde a vida acontece de bicicleta! Segundo o que li, mais de 50% da população de Copenhaga utiliza a bicicleta como meio de transporte principal. O número de bicicletas é superior ao número de habitantes, e é efectivamente impressionante a quantidade de bicicletas. E isto, faça chuva, neve ou faça sol!

Já estive em Amesterdão que também é uma cidade onde a bicicleta impera, mas a sensação foi diferente, parecia que a qualquer momento podia ser atropelada por uma bicicleta desgovernada… Em Copenhaga temos a impressão que a vida corre mesmo sobre rodas, parece que não há stress, olhamos para as pessoas e todos têm um ar muito tranquilo, parece que toda a gente anda de bem com a vida.

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Parlamento

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Parlamento

 

Enquadramento histórico

Muitos historiadores acreditam que Copenhaga remonta à era dos Vikings, no entanto foi às mãos do bispo Absalon que a fortificou mandando construir o forte de Slotsholmen, que a cidade se tornou um centro regional importante e o ano de 1167 é oficialmente considerado como o ano da sua fundação. Mas foi no ano de 1254 que foi elevada à categoria de cidade durante o bispado de Jacob Erlandsen.

E em 1449, foi pela primeira vez coroada como capital do pais, com o rei Christian I.

Entre 1588 e 1648 foram construídos os edifícios mais notáveis de Copenhaga durante o reinado do rei Christian IV, incluindo o Castelo de Rosenborg, a Torre Redonda (Rundertarn), a Antiga Bolsa de Comércio, os canais de Copenhague e Kastellet (a antiga fortaleza).

1748 – É construído o Palácio de Amalienborg, residência da actual rainha da Dinamarca.

1875 – Hans Christian Andersen, o mundialmente famoso escritor de contos de fadas, morre em Copenhague.

1905 – É concluída a construção do edifício da câmara-Rådhus.

1910 – É inaugurada a primeira ciclovia.

1913 – É inaugurada a estátua “A pequena sereia”.

1940-1945 – Copenhague e a Dinamarca são ocupadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

1962 – A rua de pedestres mais comprida do mundo, Strøget, é inaugurada

1971 – A cidade livre de Christiania é fundada por invasores de um antigo sítio militar no distrito Christianshavn. Christiania ainda hoje é popular entre os visitantes.

2000 – É inaugurada a formidável Ponte do Oresund, unindo a Dinamarca à Suécia.

2004 – É inaugurada a Ópera House.

2008 – Monocle, a prestigiada revista britânica de lifestyle, considera Copenhague a melhor cidade do mundo para viver.

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Nyhavn

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Christianshavn Kanal

 

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Sugestões de passeios e visitas

Chegámos a Copenhaga de avião e chegar à cidade é muito fácil, optámos pelo comboio, que é muito rápido, cerca de 12 minutos e o bilhete custa cerca de 5€.

Esta é uma cidade fácil de andar a pé, é completamente plana e para quem gosta de andar  as distâncias não são excessivas.

No entanto como fomos num sábado e regressámos numa terça-feira muito muito cedo, o tempo era limitado e gostávamos de ficar com uma ideia abrangente da cidade e por isso optámos por um programa que quase nunca faço, mas que no caso valeu muito a pena – aqueles autocarros Hop on Hop off, que ainda por cima tinha incluído o passeio de barco. Pode-se utilizar durante 3 dias (agora porque é época baixa, porque normalmente são 2 dias) e tem a vantagem de dar algumas informações históricas do pontos onde pára, abriga-nos do frio e ainda tem WI-FI (yeahhhhhh!!) O bilhete foi cerca de 37,50€ e no meu caso e nas circunstâncias da viagem achei que valeu bem a pena. O passeio de barco é imperdível, dura cerca de 1hora e meia e é muito completo e também com muitas explicações históricas e algumas curiosidades.

Em termos de edifícios históricos, visitámos o Palácio de Amalienborg, casa da família real e é interessante verificar como, apesar da sumptuosidade própria da realeza, quando comparado com outros palácios pela Europa (o anos passado por esta altura tinha estado em Viena de Austria), até aqui se percebe o low profile próprio dos Dinamarqueses. Além de ser um dos países onde a diferença entre classe alta e classe baixa é menor, são um povo discreto e têm na sua génese que não se acham melhores que ninguém.

Outro edifício que que gostámos foi a igreja Marmorkirken, igreja de mármore, da qual destaco a lindíssima cúpula.

De costas para esta igreja e se estivermos no centro da praça que contém este núcleo de palácios reais e museus, olhando em frente, do outro lado do canal, temos o lindíssimo edifício da Ópera House, que foi na sua totalidade financiado pela fundação ligada à empresa Maersk e diz-se que exigiram esta localização – no eixo dos edifícios reais. Em contrapartida, toda a família real tem bilhetes na fila da frente para todos os espectáculos.

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Amalienborg Palace

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Ópera House

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Vista do rio (passeio de barco) do complexo de Palácios Reais

Um outro edifício interessante de visitar foi a Rundetarn, a torre redonda construída em 1642 por Christian IV para observatório. Tem 34,8m de altura e uma rampa larga interior, em espiral, que nos leva até ao topo. Tem ainda uma sala com exposições temporárias, que no momento em que a estava patente uma exposição sobre relações amorosas terminadas… consistia em exibir objectos resultantes de relações destruídas, doadas pelos próprios e cada objecto tinha um pequeno texto explicativo da peça e do seu enquadramento na relação ou no término da mesma… Algo diferente… mas que gostei e realmente no sofrimento somos todos iguais.

Staten Museum for Kunst – Galeria nacional da Dinamarca, foi o museu que escolhemos para substituir a visita ao Castelo de Rosenborg, pois este, ao Domingo fecha às 14:00, algo que não sabia ( e à segunda não abre). Então bati com a cara na porta e fiquei com imensa pena pois era um dos que gostava muito de visitar. Fiquei-me pelo jardim que é lindíssimo e agora com as cores do Outono mais ainda.

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Jardim do Palácio Rosenborg

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Palácio Rosenborg

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Entretanto como a Galeria Nacional fica mesmo em frente, foi para lá que fomos. O edifício em termos arquitectónicos vale muito a pena, pois há uma junção entre antigo e moderno. Tem uma coleção grande de pintura antiga e obras mais contemporâneas.

 

O facto de um dos dias que estivemos na cidade ter sido segunda-feira, não permitiu visitar museus nesse dia, pois estão fechados.  No entanto foi o dia que aproveitámos para fazer o passeio de barco, andar muito a pé e visitar o Parque Tivoli.

Rathaus – Edfício da câmara municipalé um dos edifícios mais altos da cidade, com a sua torre com 105,6m de altura e onde é possível subir e ter uma visão sobre o Parque Tivoli e parte da cidade. É impossível não passarmos por este edifício, nas voltas pela cidade e  num dos fins de tarde que por lá passei (sabem aquela coisa de ir descansar um pouco ao Hotel ao fim do dia? Eu não!! Tal coisa não existe para mim quando estou nestas cidades vibrantes…) chamou-me a atenção a entrada do mesmo e uns caixotes de fruta pousados à porta e pessoas a entrarem e a saírem, ora como boa curiosa que sou e como não quero perder pitada lá fui dar uma espreitadela, e em boa hora o fiz, pois acho que experienciei o espírito de Copenhaga. Num átrio/salão, não sei bem o que lhe chamar, decorria um evento gratuito em que estavam a fazer umas projecções coloridas numa parede, acompanhadas por um músico a tocar piano e um coro. Haviam algumas pessoas espalhadas pelo espaço, umas em pé, outras sentadas no chão em grupos. E havia ainda uma banca com comida e chocolate quente. Entretanto aparece uma senhora a dizer às pessoas que tinham ficado mais perto da entrada/saída para irem tomar um chocolate quente e comer um bolo, pois era tudo “free” e explicou o que eram as projecções e um pouco da história do “evento”.

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Achei que aquilo era a cara de Copenhaga, cultura grátis e em que as pessoas participam de forma muito descontraída.

Parque Tivoli  – Este também era dos que não queria faltar, ainda mais porque a época natalícia do Parque tinha acabado de ser inaugurada.

Este é um dos parques mais visitados do mundo, abriu as portas em 1843 e foi onde Walt Disney se inspirou para o Walt Diney World.

Como nesta altura do ano, por volta das 4 da tarde anoitece em Copenhaga, acabámos por ir já depois de escurecer e posso garantir que é mágico. Os bilhetes normais custam cerca de 16€ e há também bilhetes que incluem voltas ilimitadas nos carrocéis, caso tivesse ido com os meus filhos provavelmente este seria a melhor opção, se bem os conheço…

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Ainda visitámos Christiania, a cidade livre de Copenhaga, que obviamente tem graça porque é diferente, mas onde não passámos muito tempo, mas não queria deixar de vivenciar a experiência. As fotos não são permitidas, especialmente (aos cromos) às pessoas que por lá andam, mas ainda saquei do telemóvel para fotografar dois edifícios.

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Alimentação

Comi bastante bem em Copenhaga, mas não é barato. E nós portugueses, nestes países, apanhamos um banho de realidade e vimos o quão baixo é o nosso poder de compra…

Gostámos muito e recomendo um mercado estilo “gourmet” que fica muito perto da estação de Norreport – na praça de nome Israel Plads. É um mercado coberto, e um misto de bancas para comprar e levar para casa e outras para comer por lá mesmo. Encontra-se um pouco de tudo, dentro do género “picar” – bancas de queijos, enchidos, saladas, sushi, smorrebrod, chocolates, licores, acessórios de cozinha, etc etc.

 

Um outro sitio interessante é o Copenhagen street food, um sitio com um ambiente muito cool e com comida de rua, mas dentro de um grande armazém devidamente aquecido.

 

Uma outra boa opção para petiscar  e para beber o Gluehwien são os mercados de natal!

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Em termos de restaurantes propriamente ditos, jantámos uma noite no Porto – Nhyvan, no Nyhavns Faergekro, restaurante simpático de comida típica Dinamarquesa com serviço eficiente.

Um outro restaurante que gostei  foi o de inspiração italiana The Italian, comida muito boa, ambiente tranquilo e serviço mais uma vez eficiente (mas haverá alguma coisa que não é eficiente em Copenhaga?!)

Mas a cereja no topo do bolo ficou para a última noite, o Paté Paté, um restaurante da moda, muito giro, onde se podem pedir vários pratos pequenos para experimentarmos e dividirmos. Este restaurante tem uma carta de vinhos verdadeiramente impressionante, e tendo em conta o preço do vinho nos restaurantes em Copenhaga, este facto é ainda mais impressionante! O ambiente é descontraído mas acolhedor. As mesas são corridas e o serviço é simpático e mais uma vez muito eficiente.

Nunca deixa de me surpreender a “movida” neste países mais ao Norte, que até há alguns anos atrás tinhamos (eu, pelo menos, tinha) a impressão que eram fechados e sisudos, muito por causa do tempo. Nada mais errado, fomos a este restaurante a uma segunda-feira à noite e só vos digo: tomara os restaurantes da moda em Lisboa, à segunda-feira à noite, terem o movimento que por lá vi!

 

Alojamento

Reservei o Hotel SP34, onde fiquei, no site do booking. É um boutique hotel, mas não sendo mau, também não me encheu as medidas. Não fica para a história e não merece um post  isolado, como habitualmente faço em relação aos hotéis que fico e dos quais gosto. Salva-se o lobby que tem a particularidade e curiosidade de ser bar e ao mesmo tempo recepção para checkin e checkout! E salva-se também um maravilhoso gluehwien que por lá bebi num fim de noite (há quem beba chá, eu sei…) e que estava MA-RA-VI-LHO-SO.  Gluehwien é, para mim, o sabor do Inverno deste países para onde (gosto) ADORO de fugir por uns dias nesta altura do ano!

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Obrigada por lerem!

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Friday mood #16

Pode-se dizer que ainda estou cá, mas a cabeça já passa muito tempo por lá!

É já amanhã… Copenhaga, uma cidade que estava na minha bucket list há muito e se tudo correr bem este fim de semana lá estarei a confirmar as expectativas!

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No instagram e instastories têm as novidades em tempo real, não deixem de me seguir por lá!

Bom fim de semana!

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I´m on my way to Copenhagen for the weekend, a city that was on my bucket list for a while now. I´m pretty sure i´ll not be disappointed! Stay tuned and follow me on instagram and instastories, i´ll be posting from there!

Have a nice weekend

25hours hotel – Viena

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Na minha última visita à linda cidade de Viena fiquei no hotel de que vos venho falar hoje.

Na busca que fiz por hotéis em Viena, fugia, como sempre, das cadeias que são iguais em todo o lado e procurava um hotel, preferencialmente, com as seguintes características:

  • bem localizado,
  • que não desse cabo do orçamento
  • que fosse giro e original

Já tinha ouvido falar do 25hours Berlim, do qual já fiz um post aqui no blog, e nas minhas pesquisas no booking, que uso quase sempre para marcar os hotéis das minhas viagens, deparei-me com o 25hours at Museum quartier – Viena.

O preço era bastante convidativo, para terem uma ideia ficou um quarto duplo em Dezembro de 2015 a 125€/noite, e as fotos convenceram-me logo. Mas o melhor foi que “ao vivo e a cores” não decepcionou nada, muito pelo contrário.

Numa palavra descreveria-o como um hotel “cool”, que me perdoe quem não gosta de estrangeirismos, mas não encontro uma palavra portuguesa que o descreva tão bem.

Logo à entrada, no exterior, deparamos-nos com o letreiro “we´re all mad here”, o que me pareceu logo ser um bom prenúncio. Eu, não querendo deixar fugir a oportunidade de alinhar com o letreiro, dei largas à minha própria loucura!

O hotel está muito bem localizado no sétimo distrito, zona central de Viena, como o próprio nome indica no Museums Quartier, que é o “bairro” dos museus. É muito fácil lá chegar pois tem uma estação de metro a cerca de 3 minutos, e para quem gosta de andar a pé, em cerca de 15 minutos chegamos à zona do centro antigo de Viena, onde encontramos  – Mariahilfer strasse – rua de comércio, Viena State ópera.

Em termos de design, todo ele é cheio de pormenores circenses, pois esse é o tema do hotel. A descontração é a palavra de ordem, mas sem descurar o conforto. Os quartos não são enormes, mas para mim isso não é um aspecto determinante, especialmente num citybreak, mas têm camas muito confortáveis, e esse sim é para mim um aspecto fundamental.

Os pormenores são todos muito engraçados especialmente para quem gosta de design e de interiores.

No piso de entrada existe um dos restaurantes do hotel – 1500 foodmakers, de influência italiana, a comida é deliciosa, os preços são justos e bastante aceitáveis, e o ambiente é animado e trendy. No último piso existe um Rooftop bar, que é um dos rooftops da moda em Viena, muito procurado para os after work drinks.

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Este é sem dúvida um hotel que recomendo a quem for a Viena e queira ficar num sítio giro e sem gastar uma fortuna.

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On my last visit to the beautiful city of Vienna I stayed in the hotel of which I come to speak to you today.

Searching for an hotel in Viena i kept in mind  some  important features:

  • Well located
  • could not break the budget
  • Idealy quirky and original

I had already heard about the 25hours hotel Berlin, of which I already made a post here on the blog, and while using the booking platform, wich i almost always use to book my hotels, I came across the 25hours at Museum quartier – Vienna.

The price was quite nice, keeping in mind that it is Vienna, just for you to know a double room in December 2015 costs us 125 € / night, and the photos “had me at hello”. And the best part was that when in the hotel we were not disappointed by the hight expectations, specially regarding the design issues, quite the opposite.

If i could only use one word to describe this hotel, that would be: “cool”

Outside the entrance, we come across the sign “we’re all mad here”, and i could´t let go of the opportunity to line up with the sign and free my own madness!!
The hotel is very well located in the seventh district, central Vienna, as its name indicates in the Museums Quartier, which is the “neighborhood” of several museums. It is very easy to get there because it has a metro station about 3 minutes away, and for those who like to walk, it takes about 15 minutes to get to the old center of Vienna where we find – Mariahilfer strasse – shopping street, Vienna State Opera.

Regarding design issues, it is full of circus details, as this is the theme of the hotel. Coolness is the main word, but without neglecting comfort. The rooms are not huge, but they have very comfortable beds.

The details are all very funny especially for those who like design and interiors.
The entrance restaurant – 1500 foodmakers, is worth a try since the food delicious, the prices are fair and quite acceptable, and the atmosphere is lively and trendy. On the top floor there is a Rooftop bar, which is one of the trendy rooftops in Vienna.
This is definitely a hotel I would recommend to anyone going to Vienna!