Category Archives: A vida como ela é

Alive

Este blogue anda ao abandono, eu sei… e com muita pena minha que sinto falta deste hobby.

Prometo um regresso breve e postagens mais regulares, mas ainda não é hoje!

 

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Bom fim de semana!

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Agradecer

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É inevitável nesta altura do ano fazermos um balanço e chega uma altura da vida em que se algum pressupostos tiverem sido cumpridos então o ano foi sem dúvida BOM, o que não significa que não tenha tido percalços.

saúde, nossa e das pessoas que habitam o nosso coração, está em primeiro nessa lista.

E se não fosse por mais nada, só por isso poderia dizer que o ano de 2016 foi bom. Eu e os meus tivemos saúde e em termos de tudo o resto não houve nenhuma alteração suficientemente significativa que obrigasse a mudanças importantes e isso já é tanto que só tenho é a agradecer.

Depois há o lugar comum… a enorme alegria e benção de ver os filhos a crescer. A dualidade entre o “crescem tão depressa que às vezes nos apetece fazer o tempo parar” e o “que bom que é ver a sua evolução”!

Depois há os pais, esse porto de abrigo, que graças a deus tenho os meus e com saúde.

O trabalho… que não foi um ano espectacular, não houve nenhum projecto que me apaixonasse por aí além, e sinto que estou mesmo a precisar disso, de me apaixonar por um projecto profissional… mas enfim, prefiro ver pelo lado positivo, pois podia ser pior. Houve trabalho, não muito mas o suficiente para me manter à tona de água, às vezes com uns pirulitos!

As outras coisas boas da vida… viagens… o meu hobby mais que preferido, uma coisa que me preenche, que me desafia e que me enriquece tanto. Houve várias viagens boas, conheci dois países novos e várias cidades novas:

  • Bruges em Fevereiro
  • Toulouse e Canal du Midi em Março
  • Sicilia e ilhas eólias em Julho
  • Copenhaga em Novembro
  • e várias saídas cá dentro

Vários restaurantes novos, que vieram para ficar e repetir.

Muitos dias de sol e de passeios de bicicleta junto ao rio.

Um desporto novo – acordei para o Padel e passei a ter uma relação de compromisso com o ginásio (que ando a falhar no último mês).

Amigos que permanecem e com os quais não estou tantas vezes como gostaria, conhecidos novos que podem-se tornar amigos (eu adoro conhecer pessoas e adoro a diversidade entre as pessoas  e a partir de determinada altura achamos sempre que já não é fácil entrarem pessoas novas nos nossos círculos e é bom constatar que não é verdade).

Uma festa a meio de ano, numa casa fantástica, daquelas que nos obriga a grande produção e que adorei.

As melhores férias de Agosto dos últimos anos, um Algarve quente como eu gosto e com uma temperatura de água do mar que nunca baixou os 23ºC .

Concertos espectaculares que assisti este ano: Maria Gadú, Xutos e Pontapés, António Zambujo e Miguel Araújo, Stomp…

Alguns livros bons lidos, estou a tentar aumentar o número para 2017

O meu cão Sancho que nos alegra todos os dias com a sua tosquice.

Portanto para este ano que chega agora, não desejo nada muito diferente. Desejo saúde para mim e para todos os meus, desejo tranquilidade e realização e desejo ver os meus filhos felizes e que haja trabalho para poder aproveitar algumas coisas boas da vida!

Desejo a todos um fantástico 2017!!

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Muito obrigada por estarem desse lado!

 

 

 

 

Off topic #1 – “O meu tempo é hoje”

Olá, o meu nome é Lúcia e sou Wi-Fi dependente!

Com isto quero dizer que também sou gadgetlover e smartphone dependente. A minha vida está no meu telefone, mas não se riam, porque aposto que a vossa também!

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E foi a propósito deste post no instagram da Ciça Rego Mecedo, uma snaper engraçadíssima brasileira (as snapers portuguesas ainda têm um longo caminho a percorrer, tirando um ou outro caso melhor conseguido), que me lembrei da recorrente discussão entre o bom e o mau das novas tecnologias e em especial das redes sociais.

Não há dúvida que as redes sociais nos revolucionaram a vida e há quem ache que para bem e quem ache para mal.

Eu sou adepta confessa de várias redes sócias, o facebook para ter algum contacto com aqueles amigos que não vejo há que tempos e para saber notícias e eventos que vão acontecendo, o instagram que é a rede onde estou mais ativamente, que gosto muito por questões estéticas, e para apanhar e ver o lado bonito das coisas e o snapchat, embora desta última só como seguidora de várias contas que acho muita graça (todos os dias me passeio por Nova Iorque que ADORO de paixão, através dos Snaps da Camila Cilento).

E a verdade é que há já umas quantas pessoas que não conheço de lado nenhum a não ser das redes sociais mas por quem tenho já um carinho, pois já as sigo há algum tempo e a verdade também é que se ficam algum tempo sem postar nada questiono-me se estará tudo bem e gosto de ir acompanhando as suas vidas, ou o que delas partilham, e dou por mim a ficar contente com as suas conquistas e triste com as suas perdas….

E gosto disso.

Claro que as redes sociais não substituem nunca uma conversa presencial, uma ida ao local etc, nada disso, mas podem complementar.

Eu, de uma forma genérica, gosto de pessoas e gosto de conhecer pessoas e de aprender com as pessoas que vou conhecendo e conheci (virtualmente) pessoas nas redes sociais que de outra forma não conheceria e que me mostraram mundos que dificilmente conheceria de outra forma. E a verdade é que há pessoas verdadeiramente inspiradoras!

Claro que haverá imensa gente má, e nem tudo o que se vê corresponde à realidade, é preciso ter isso em mente, mas também é verdade que prefiro acreditar que a maioria das pessoas são do bem.

E é graças às redes sociais troco impressões sobre questões relacionadas com o meu “cão-filho – Sancho” com a querida Mallu, dona do Bulldog inglês mais charmoso de todo o Brasil – o Carlão. E é às redes sociais que vou pesquisar dicas de “insiders” dos destinos para onde vou e à conta disso já estive em sítios muito giros e que não vêem nos roteiros mais habituais, é ainda nas redes sociais que descubro destinos que junto à minha bucket list, é nas redes sociais que muitas vezes encontro inspiração para trabalhos.

E, para quem como eu trabalha grande parte do tempo apartir de casa e sozinha, as redes sociais são um escape, um balão de oxigénio. São também uma grande distracção, é certo, cabe-nos a nós saber dosear (eu tenho dias…) mas para quem não tem o colega do lado para trocar impressões ou mandar uma piada, as redes sociais disfarçam um pouco essa solidão laboral, sentimo-nos mais próximos do mundo!

Claro que cabe a cada um saber o nível do exposição a que quer estar sujeito. Eu por exemplo acho imensa graça àqueles avisos que de tempos a tempos correm no facebook a dizer que não permitem divulgar isto e mais aquilo, como se valesse de alguma coisa. Pela parte que me toca não partilho nada que não possa partilhar com o mundo em geral e por isso algumas das minhas publicações no facebook são públicas e o meu instagram é aberto.

E por tudo isto acho que o caminho já não volta atrás, e por isso tento estar actualizada e acompanhar esta evolução dos tempos, não só por mim, mas também pelos meus filhos, para conseguir ir falando a mesma linguagem que eles e por isso acho que “o meu tempo é, sem dúvida, HOJE”

Obrigada por lerem!

Prince

Já tudo foi dito por isso deixo este tributo…

Prince representa para mim a minha juventude, um tempo sem grandes preocupações em que o divertimento era palavra de ordem, sempre que possível e quando não era possível nós fazíamos para que fosse.

Como escreveu uma amiga no seu facebook “eu ri, chorei, cantei, dancei, eu vivi ao som de Prince”

 

Obrigada por lerem

Aviões

Adoro aviões e o mundo da aviação fascina-me! Só não sei se gosto só porque sim, ou se gosto porque os aviões são o meio de transporte que me leva mais frequentemente às minhas viagens e às minhas descobertas.

Além de aviões, adoro as vistas lá de cima, e o meu lugar à janela é obrigatório… a não ser quando viajo com os meus filhos, aí concedo-lhes o lugar!

Enquanto não tenho tempo escrever os posts que tenho em mente sobre a última viagem que fiz, deixo-vos estas lindas imagens do mundo da aviação, que descobri aqui, caso queiram ver mais!

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Obrigada por lerem!

8 de Março dia Internacional da mulher

  • Porque 3 milhões de raparigas são TODOS os anos sujeitas à mutilação genital, como objectivo último de controlar a sua sexualidade
  • Porque há no mundo cerca de 70 milhões de raparigas a quem é negado o acesso à educação académica
  • Porque há não sei quantos casamentos arranjados entre famílias, que envolvem  meninas com idades em que deveriam estar a brincar às bonecas
  • e por tantas outras coisas mais, que ainda se passam no mundo…

Deixo-vos ainda a lista dos piores países em termos de discriminação de género, ou seja o mesmo é dizer onde os direitos da mulher não existem:

  1. República Democrática do Congo
  2. Somália
  3. Índia
  4. Iraque
  5. Mali
  6. China
  7. Afeganistão
  8. Paquistão
  9. Arábia Saudita
  10. Nepal

Por fim a carta que se tornou viral após a horrenda morte de duas jovens mulheres argentinas que se encontravam a viajar pelo Equador…Marina Menegazzo e Maria José Coni.

“ONTEM MATARAM-ME

Neguei deixar que me tocassem e com um pau rebentaram-me o crânio. Deram-me uma facada e deixaram-me sangrar até morrer. Como lixo, colocaram-me num saco de plástico preto, enrolada com fita adesiva, e fui largada numa praia, onde horas mais tarde me encontraram.

Mas, pior do que a morte, foi a humilhação que veio depois.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender.

Que roupa estava a usar? Por que é que estava sozinha? Por que é que uma mulher quer viajar sem companhia? Foi-se meter num bairro perigoso, estava à espera de quê?

Criticaram os meus pais, por me darem asas, por deixarem que eu fosse independente, como qualquer ser humano. Disseram-lhes que com certeza estaríamos drogadas e fomos à procura, que alguma coisa fizemos, que deviam ter-nos vigiado.

E só morta eu entendi que para o mundo eu não sou igual a um homem. Que morrer foi culpa minha, que sempre vai ser. Porque se o título dissesse “foram mortos dois jovens viajantes” as pessoas estariam a dar as suas condolências e, com o seu discurso falso e hipócrita, com uma falsa moral, pediriam pena máxima para os assassinos.

Mas, como sou mulher, é minimizado. Torna-se menos grave porque, claro, eu estava a pedi-las. Fazia o que eu queria, encontrei o que merecia por não ser submissa, por não querer ficar em casa, por investir o meu próprio dinheiro nos meus sonhos. Por isso e por muito mais, condenaram-me.

E sofri, porque já não estou aqui. Mas tu estás. E és mulher. E tens que aguentar que continuem a esfregar-te na cara o mesmo discurso de “fazer-se respeitar”, de que a culpa é tua quando gritam e querem pegar/lamber/chupar os teus genitais na rua por usares uns calções com 40 graus de calor, de que se viajas sozinha és uma “louca” e muito provavelmente se aconteceu alguma coisa, se espezinharam os teus direitos, tu é que te puseste a jeito.

Peço-te que por mim e por todas as mulheres que foram caladas, silenciadas e que tiveram as suas vidas e os seus sonhos destruídos, levanta a voz. Vamos combater, eu ao teu lado, em espírito, e prometo que um dia seremos tantas que não haverá quantidade de sacos de plástico suficiente para nos calar.”

Guadalupe Acosta

 

Ainda nesta temática recomendo este documentário e este filme:

 

Feliz dia das mulheres para TODAS as mulheres e para TODOS os homens que as respeitam!