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6 anos de ti, sem ti ❤

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Como sou optimista, acho que foi mais um privilégio que tive na vida, o ter-te conhecido, ainda que por pouco tempo. Mas fui, como são todas as mães, quem mais te conheceu. Nove meses na barriga, só, mas mesmo só nossos!!

E eu sei o que te queria, meu guerreiro! Meu anjo!

Há coincidências que devem ser só mesmo coincidências, mas enquanto escrevo este texto tenho a musica do Ipad ligada e começou a tocar o “Pássaro Azul” do Andret Sardet.
“A noite que passou,
Trouxe-me um sonho.
Dormi mais para sonhar!
Sonhei que era um pesadelo…
De manhã ia acabar!
Conheci o teu sorriso,
Porque me está no coração…
Corri logo a teu encontro…
E ao estender-te a minha mão.
Sete lágrimas escorreram
Quando eu te abracei
E ao tocar no teu cabelo
Eu imaginei,
Que amanhã
Ao acordar,
Tu irás voltar
Meu pássaro azul
Tu irás voltar
E corremos mundo fora.
Toda a noite a brincar
Era eu quem se escondia
E tu eras a encontrar
Sete lágrimas escorreram
Quando eu te abracei
E ao tocar no teu cabelo
Eu imaginei,
Que amanhã
Ao acordar,
Tu irás voltar
Meu pássaro azul
Tu irás voltar
Meu pássaro
Meu pássaro azul
Tu irás voltar”
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Amor, intimidade, cumplicidade…

Marta escreveu e eu concordo…

“A estratégia militar do amor
Quando não queremos fazer amor, tudo serve de desculpa. As dores de cabeça, o frio, o calor, os miúdos, o stress, a falta de tempo, os afazeres domésticos, o arroz que está ao lume, o gato que mia, tudo e um par de botas. E é fácil {tão fácil} perder o tesão. Basta adormecer à sombra da bananeira e achar que tudo {nós próprios, o outro, a relação}, são dados adquiridos. Um conforto letal.
Deixamos de olhar o parceiro como um objecto de desejo, mas apenas como um objecto. Deixamos de gostar do espelho que nos reflecte. Trocamos constantemente a vaidade saudável pelo conforto descuidado. Deixamos de ser mulheres e reduzimo-nos a mães, filhas, irmãs, amigas. Mas sempre às partes, que ninguém se pode dar inteira quando está pela metade.
Ao contrário, quando a paixão está ao rubro, nada serve de desculpa para não fazer amor.
Nunca é tarde nem cedo demais, a meteorologia não causa danos, os miúdos não importunam, a criatividade atinge picos dignos de um livro de estratégia militar: planeiam-se e conduzem-se campanhas, dividem-se forças, burla-se o inimigo. Preparam-se tácticas, coordenam-se tarefas, mantém-se segredo até que seja tarde para o oponente reagir, empregam-se elementos inesperados, tais como a velocidade, a criatividade e a audácia e define-se a hora certa de atacar, economizando recursos e escolhendo estratégias flexíveis para adaptações inesperadas.
É assim que se acaba a fazer amor nos sítios da casa mais recônditos e nas horas mais inusitadas. É também assim que se mantêm cumplicidades nas horas familiares mais difíceis, balões de oxigénio que ajudam a manter a calma, mesmo quando a casa arde.
Há uns anos atrás diria que um casamento pode sobreviver sem pele, nem beijos longos, nem enrolanços de espécie variada.
Agora já não acredito nisso. E cultivo a arte da guerra com esmero, que há erros que só se cometem uma vez.”

 Dos três, parece-me que o Amor é o mais difícil de perder. E talvez até o mais fácil de reacender!

Agora a intimidade e a cumplicidade… é verdade que se constroem, e é verdade que se alimentam, como a Marta tão bem descreve como a estratégia militar do amor, mas também é verdade são aquela parte que não se explica numa relação, seja ela de amizade, amor ou mesmo parentesco.

Mas é também aquilo que só se consegue se nos dermos e se na relação em causa podermos ser quem realmente somos.

E é, no fundo, aquilo que faz a diferença em todas elas!