Category Archives: Dinamarca

Copenhaga, onde a vida acontece de bicicleta

img_8973

Aproximação ao aeroporto de Copenhaga

As primeiras impressões

Este ano a cidade escolhida para o meu “city break” de Outono foi  Copenhaga. Era uma cidade que há muito estava na minha lista de cidades a conhecer, e nesta altura do ano gosto muito de visitar cidades europeias e sentir o frio e o ambiente pré-natalício.

E posso dizer que correspondeu totalmente às expectativas, é impossível não ficarmos rendidos a uma cidade onde a vida acontece de bicicleta! Segundo o que li, mais de 50% da população de Copenhaga utiliza a bicicleta como meio de transporte principal. O número de bicicletas é superior ao número de habitantes, e é efectivamente impressionante a quantidade de bicicletas. E isto, faça chuva, neve ou faça sol!

Já estive em Amesterdão que também é uma cidade onde a bicicleta impera, mas a sensação foi diferente, parecia que a qualquer momento podia ser atropelada por uma bicicleta desgovernada… Em Copenhaga temos a impressão que a vida corre mesmo sobre rodas, parece que não há stress, olhamos para as pessoas e todos têm um ar muito tranquilo, parece que toda a gente anda de bem com a vida.

img_1895

Parlamento

img_1886

Parlamento

 

Enquadramento histórico

Muitos historiadores acreditam que Copenhaga remonta à era dos Vikings, no entanto foi às mãos do bispo Absalon que a fortificou mandando construir o forte de Slotsholmen, que a cidade se tornou um centro regional importante e o ano de 1167 é oficialmente considerado como o ano da sua fundação. Mas foi no ano de 1254 que foi elevada à categoria de cidade durante o bispado de Jacob Erlandsen.

E em 1449, foi pela primeira vez coroada como capital do pais, com o rei Christian I.

Entre 1588 e 1648 foram construídos os edifícios mais notáveis de Copenhaga durante o reinado do rei Christian IV, incluindo o Castelo de Rosenborg, a Torre Redonda (Rundertarn), a Antiga Bolsa de Comércio, os canais de Copenhague e Kastellet (a antiga fortaleza).

1748 – É construído o Palácio de Amalienborg, residência da actual rainha da Dinamarca.

1875 – Hans Christian Andersen, o mundialmente famoso escritor de contos de fadas, morre em Copenhague.

1905 – É concluída a construção do edifício da câmara-Rådhus.

1910 – É inaugurada a primeira ciclovia.

1913 – É inaugurada a estátua “A pequena sereia”.

1940-1945 – Copenhague e a Dinamarca são ocupadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

1962 – A rua de pedestres mais comprida do mundo, Strøget, é inaugurada

1971 – A cidade livre de Christiania é fundada por invasores de um antigo sítio militar no distrito Christianshavn. Christiania ainda hoje é popular entre os visitantes.

2000 – É inaugurada a formidável Ponte do Oresund, unindo a Dinamarca à Suécia.

2004 – É inaugurada a Ópera House.

2008 – Monocle, a prestigiada revista britânica de lifestyle, considera Copenhague a melhor cidade do mundo para viver.

img_1932

Nyhavn

img_1939img_1949

 

img_2009

Christianshavn Kanal

 

img_2036img_2044

 

Sugestões de passeios e visitas

Chegámos a Copenhaga de avião e chegar à cidade é muito fácil, optámos pelo comboio, que é muito rápido, cerca de 12 minutos e o bilhete custa cerca de 5€.

Esta é uma cidade fácil de andar a pé, é completamente plana e para quem gosta de andar  as distâncias não são excessivas.

No entanto como fomos num sábado e regressámos numa terça-feira muito muito cedo, o tempo era limitado e gostávamos de ficar com uma ideia abrangente da cidade e por isso optámos por um programa que quase nunca faço, mas que no caso valeu muito a pena – aqueles autocarros Hop on Hop off, que ainda por cima tinha incluído o passeio de barco. Pode-se utilizar durante 3 dias (agora porque é época baixa, porque normalmente são 2 dias) e tem a vantagem de dar algumas informações históricas do pontos onde pára, abriga-nos do frio e ainda tem WI-FI (yeahhhhhh!!) O bilhete foi cerca de 37,50€ e no meu caso e nas circunstâncias da viagem achei que valeu bem a pena. O passeio de barco é imperdível, dura cerca de 1hora e meia e é muito completo e também com muitas explicações históricas e algumas curiosidades.

Em termos de edifícios históricos, visitámos o Palácio de Amalienborg, casa da família real e é interessante verificar como, apesar da sumptuosidade própria da realeza, quando comparado com outros palácios pela Europa (o anos passado por esta altura tinha estado em Viena de Austria), até aqui se percebe o low profile próprio dos Dinamarqueses. Além de ser um dos países onde a diferença entre classe alta e classe baixa é menor, são um povo discreto e têm na sua génese que não se acham melhores que ninguém.

Outro edifício que que gostámos foi a igreja Marmorkirken, igreja de mármore, da qual destaco a lindíssima cúpula.

De costas para esta igreja e se estivermos no centro da praça que contém este núcleo de palácios reais e museus, olhando em frente, do outro lado do canal, temos o lindíssimo edifício da Ópera House, que foi na sua totalidade financiado pela fundação ligada à empresa Maersk e diz-se que exigiram esta localização – no eixo dos edifícios reais. Em contrapartida, toda a família real tem bilhetes na fila da frente para todos os espectáculos.

img_1786

img_1773

Amalienborg Palace

img_1958

Ópera House

img_1991

Vista do rio (passeio de barco) do complexo de Palácios Reais

Um outro edifício interessante de visitar foi a Rundetarn, a torre redonda construída em 1642 por Christian IV para observatório. Tem 34,8m de altura e uma rampa larga interior, em espiral, que nos leva até ao topo. Tem ainda uma sala com exposições temporárias, que no momento em que a estava patente uma exposição sobre relações amorosas terminadas… consistia em exibir objectos resultantes de relações destruídas, doadas pelos próprios e cada objecto tinha um pequeno texto explicativo da peça e do seu enquadramento na relação ou no término da mesma… Algo diferente… mas que gostei e realmente no sofrimento somos todos iguais.

Staten Museum for Kunst – Galeria nacional da Dinamarca, foi o museu que escolhemos para substituir a visita ao Castelo de Rosenborg, pois este, ao Domingo fecha às 14:00, algo que não sabia ( e à segunda não abre). Então bati com a cara na porta e fiquei com imensa pena pois era um dos que gostava muito de visitar. Fiquei-me pelo jardim que é lindíssimo e agora com as cores do Outono mais ainda.

img_1835

Jardim do Palácio Rosenborg

img_1843

Palácio Rosenborg

img_1845img_1849

 

Entretanto como a Galeria Nacional fica mesmo em frente, foi para lá que fomos. O edifício em termos arquitectónicos vale muito a pena, pois há uma junção entre antigo e moderno. Tem uma coleção grande de pintura antiga e obras mais contemporâneas.

 

O facto de um dos dias que estivemos na cidade ter sido segunda-feira, não permitiu visitar museus nesse dia, pois estão fechados.  No entanto foi o dia que aproveitámos para fazer o passeio de barco, andar muito a pé e visitar o Parque Tivoli.

Rathaus – Edfício da câmara municipalé um dos edifícios mais altos da cidade, com a sua torre com 105,6m de altura e onde é possível subir e ter uma visão sobre o Parque Tivoli e parte da cidade. É impossível não passarmos por este edifício, nas voltas pela cidade e  num dos fins de tarde que por lá passei (sabem aquela coisa de ir descansar um pouco ao Hotel ao fim do dia? Eu não!! Tal coisa não existe para mim quando estou nestas cidades vibrantes…) chamou-me a atenção a entrada do mesmo e uns caixotes de fruta pousados à porta e pessoas a entrarem e a saírem, ora como boa curiosa que sou e como não quero perder pitada lá fui dar uma espreitadela, e em boa hora o fiz, pois acho que experienciei o espírito de Copenhaga. Num átrio/salão, não sei bem o que lhe chamar, decorria um evento gratuito em que estavam a fazer umas projecções coloridas numa parede, acompanhadas por um músico a tocar piano e um coro. Haviam algumas pessoas espalhadas pelo espaço, umas em pé, outras sentadas no chão em grupos. E havia ainda uma banca com comida e chocolate quente. Entretanto aparece uma senhora a dizer às pessoas que tinham ficado mais perto da entrada/saída para irem tomar um chocolate quente e comer um bolo, pois era tudo “free” e explicou o que eram as projecções e um pouco da história do “evento”.

img_9077

Achei que aquilo era a cara de Copenhaga, cultura grátis e em que as pessoas participam de forma muito descontraída.

Parque Tivoli  – Este também era dos que não queria faltar, ainda mais porque a época natalícia do Parque tinha acabado de ser inaugurada.

Este é um dos parques mais visitados do mundo, abriu as portas em 1843 e foi onde Walt Disney se inspirou para o Walt Diney World.

Como nesta altura do ano, por volta das 4 da tarde anoitece em Copenhaga, acabámos por ir já depois de escurecer e posso garantir que é mágico. Os bilhetes normais custam cerca de 16€ e há também bilhetes que incluem voltas ilimitadas nos carrocéis, caso tivesse ido com os meus filhos provavelmente este seria a melhor opção, se bem os conheço…

img_9173

img_9174img_9185img_9193img_9197

 

Ainda visitámos Christiania, a cidade livre de Copenhaga, que obviamente tem graça porque é diferente, mas onde não passámos muito tempo, mas não queria deixar de vivenciar a experiência. As fotos não são permitidas, especialmente (aos cromos) às pessoas que por lá andam, mas ainda saquei do telemóvel para fotografar dois edifícios.

img_9147

 

Alimentação

Comi bastante bem em Copenhaga, mas não é barato. E nós portugueses, nestes países, apanhamos um banho de realidade e vimos o quão baixo é o nosso poder de compra…

Gostámos muito e recomendo um mercado estilo “gourmet” que fica muito perto da estação de Norreport – na praça de nome Israel Plads. É um mercado coberto, e um misto de bancas para comprar e levar para casa e outras para comer por lá mesmo. Encontra-se um pouco de tudo, dentro do género “picar” – bancas de queijos, enchidos, saladas, sushi, smorrebrod, chocolates, licores, acessórios de cozinha, etc etc.

 

Um outro sitio interessante é o Copenhagen street food, um sitio com um ambiente muito cool e com comida de rua, mas dentro de um grande armazém devidamente aquecido.

 

Uma outra boa opção para petiscar  e para beber o Gluehwien são os mercados de natal!

img_9162

Em termos de restaurantes propriamente ditos, jantámos uma noite no Porto – Nhyvan, no Nyhavns Faergekro, restaurante simpático de comida típica Dinamarquesa com serviço eficiente.

Um outro restaurante que gostei  foi o de inspiração italiana The Italian, comida muito boa, ambiente tranquilo e serviço mais uma vez eficiente (mas haverá alguma coisa que não é eficiente em Copenhaga?!)

Mas a cereja no topo do bolo ficou para a última noite, o Paté Paté, um restaurante da moda, muito giro, onde se podem pedir vários pratos pequenos para experimentarmos e dividirmos. Este restaurante tem uma carta de vinhos verdadeiramente impressionante, e tendo em conta o preço do vinho nos restaurantes em Copenhaga, este facto é ainda mais impressionante! O ambiente é descontraído mas acolhedor. As mesas são corridas e o serviço é simpático e mais uma vez muito eficiente.

Nunca deixa de me surpreender a “movida” neste países mais ao Norte, que até há alguns anos atrás tinhamos (eu, pelo menos, tinha) a impressão que eram fechados e sisudos, muito por causa do tempo. Nada mais errado, fomos a este restaurante a uma segunda-feira à noite e só vos digo: tomara os restaurantes da moda em Lisboa, à segunda-feira à noite, terem o movimento que por lá vi!

 

Alojamento

Reservei o Hotel SP34, onde fiquei, no site do booking. É um boutique hotel, mas não sendo mau, também não me encheu as medidas. Não fica para a história e não merece um post  isolado, como habitualmente faço em relação aos hotéis que fico e dos quais gosto. Salva-se o lobby que tem a particularidade e curiosidade de ser bar e ao mesmo tempo recepção para checkin e checkout! E salva-se também um maravilhoso gluehwien que por lá bebi num fim de noite (há quem beba chá, eu sei…) e que estava MA-RA-VI-LHO-SO.  Gluehwien é, para mim, o sabor do Inverno deste países para onde (gosto) ADORO de fugir por uns dias nesta altura do ano!

thumb_img_9009_1024

Obrigada por lerem!

***

English version under construction

 

Friday mood #16

Pode-se dizer que ainda estou cá, mas a cabeça já passa muito tempo por lá!

É já amanhã… Copenhaga, uma cidade que estava na minha bucket list há muito e se tudo correr bem este fim de semana lá estarei a confirmar as expectativas!

denmark-copenhagen-nyhavn

No instagram e instastories têm as novidades em tempo real, não deixem de me seguir por lá!

Bom fim de semana!

***

I´m on my way to Copenhagen for the weekend, a city that was on my bucket list for a while now. I´m pretty sure i´ll not be disappointed! Stay tuned and follow me on instagram and instastories, i´ll be posting from there!

Have a nice weekend

Tivoli Gardens – As luzes de Natal

Na minha (enorme) bucketlist de viagens está, já há algum tempo, a Dinamarca, em especial Copenhaga e depois de ver este video fiquei cheia de vontade de lá ir na época do Natal e com os miúdos!

Já tinha lido que é uma cidade muito childfriendly e por isso já esteve, aliás ainda está, na minha cabeça como destino possível para uma das nossas viagens em família na altura da Páscoa, mas agora parece-me que Copenhaga vai ficar para uma época natalícia.

Este ano já não será possível, mas quem sabe para o próximo… Vou começar a estudar este assunto com o devido carinho!!

Espero que gostem do vídeo e que se inspirem!