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Copenhaga, onde a vida acontece de bicicleta

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Aproximação ao aeroporto de Copenhaga

As primeiras impressões

Este ano a cidade escolhida para o meu “city break” de Outono foi  Copenhaga. Era uma cidade que há muito estava na minha lista de cidades a conhecer, e nesta altura do ano gosto muito de visitar cidades europeias e sentir o frio e o ambiente pré-natalício.

E posso dizer que correspondeu totalmente às expectativas, é impossível não ficarmos rendidos a uma cidade onde a vida acontece de bicicleta! Segundo o que li, mais de 50% da população de Copenhaga utiliza a bicicleta como meio de transporte principal. O número de bicicletas é superior ao número de habitantes, e é efectivamente impressionante a quantidade de bicicletas. E isto, faça chuva, neve ou faça sol!

Já estive em Amesterdão que também é uma cidade onde a bicicleta impera, mas a sensação foi diferente, parecia que a qualquer momento podia ser atropelada por uma bicicleta desgovernada… Em Copenhaga temos a impressão que a vida corre mesmo sobre rodas, parece que não há stress, olhamos para as pessoas e todos têm um ar muito tranquilo, parece que toda a gente anda de bem com a vida.

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Parlamento

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Parlamento

 

Enquadramento histórico

Muitos historiadores acreditam que Copenhaga remonta à era dos Vikings, no entanto foi às mãos do bispo Absalon que a fortificou mandando construir o forte de Slotsholmen, que a cidade se tornou um centro regional importante e o ano de 1167 é oficialmente considerado como o ano da sua fundação. Mas foi no ano de 1254 que foi elevada à categoria de cidade durante o bispado de Jacob Erlandsen.

E em 1449, foi pela primeira vez coroada como capital do pais, com o rei Christian I.

Entre 1588 e 1648 foram construídos os edifícios mais notáveis de Copenhaga durante o reinado do rei Christian IV, incluindo o Castelo de Rosenborg, a Torre Redonda (Rundertarn), a Antiga Bolsa de Comércio, os canais de Copenhague e Kastellet (a antiga fortaleza).

1748 – É construído o Palácio de Amalienborg, residência da actual rainha da Dinamarca.

1875 – Hans Christian Andersen, o mundialmente famoso escritor de contos de fadas, morre em Copenhague.

1905 – É concluída a construção do edifício da câmara-Rådhus.

1910 – É inaugurada a primeira ciclovia.

1913 – É inaugurada a estátua “A pequena sereia”.

1940-1945 – Copenhague e a Dinamarca são ocupadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

1962 – A rua de pedestres mais comprida do mundo, Strøget, é inaugurada

1971 – A cidade livre de Christiania é fundada por invasores de um antigo sítio militar no distrito Christianshavn. Christiania ainda hoje é popular entre os visitantes.

2000 – É inaugurada a formidável Ponte do Oresund, unindo a Dinamarca à Suécia.

2004 – É inaugurada a Ópera House.

2008 – Monocle, a prestigiada revista britânica de lifestyle, considera Copenhague a melhor cidade do mundo para viver.

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Nyhavn

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Christianshavn Kanal

 

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Sugestões de passeios e visitas

Chegámos a Copenhaga de avião e chegar à cidade é muito fácil, optámos pelo comboio, que é muito rápido, cerca de 12 minutos e o bilhete custa cerca de 5€.

Esta é uma cidade fácil de andar a pé, é completamente plana e para quem gosta de andar  as distâncias não são excessivas.

No entanto como fomos num sábado e regressámos numa terça-feira muito muito cedo, o tempo era limitado e gostávamos de ficar com uma ideia abrangente da cidade e por isso optámos por um programa que quase nunca faço, mas que no caso valeu muito a pena – aqueles autocarros Hop on Hop off, que ainda por cima tinha incluído o passeio de barco. Pode-se utilizar durante 3 dias (agora porque é época baixa, porque normalmente são 2 dias) e tem a vantagem de dar algumas informações históricas do pontos onde pára, abriga-nos do frio e ainda tem WI-FI (yeahhhhhh!!) O bilhete foi cerca de 37,50€ e no meu caso e nas circunstâncias da viagem achei que valeu bem a pena. O passeio de barco é imperdível, dura cerca de 1hora e meia e é muito completo e também com muitas explicações históricas e algumas curiosidades.

Em termos de edifícios históricos, visitámos o Palácio de Amalienborg, casa da família real e é interessante verificar como, apesar da sumptuosidade própria da realeza, quando comparado com outros palácios pela Europa (o anos passado por esta altura tinha estado em Viena de Austria), até aqui se percebe o low profile próprio dos Dinamarqueses. Além de ser um dos países onde a diferença entre classe alta e classe baixa é menor, são um povo discreto e têm na sua génese que não se acham melhores que ninguém.

Outro edifício que que gostámos foi a igreja Marmorkirken, igreja de mármore, da qual destaco a lindíssima cúpula.

De costas para esta igreja e se estivermos no centro da praça que contém este núcleo de palácios reais e museus, olhando em frente, do outro lado do canal, temos o lindíssimo edifício da Ópera House, que foi na sua totalidade financiado pela fundação ligada à empresa Maersk e diz-se que exigiram esta localização – no eixo dos edifícios reais. Em contrapartida, toda a família real tem bilhetes na fila da frente para todos os espectáculos.

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Amalienborg Palace

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Ópera House

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Vista do rio (passeio de barco) do complexo de Palácios Reais

Um outro edifício interessante de visitar foi a Rundetarn, a torre redonda construída em 1642 por Christian IV para observatório. Tem 34,8m de altura e uma rampa larga interior, em espiral, que nos leva até ao topo. Tem ainda uma sala com exposições temporárias, que no momento em que a estava patente uma exposição sobre relações amorosas terminadas… consistia em exibir objectos resultantes de relações destruídas, doadas pelos próprios e cada objecto tinha um pequeno texto explicativo da peça e do seu enquadramento na relação ou no término da mesma… Algo diferente… mas que gostei e realmente no sofrimento somos todos iguais.

Staten Museum for Kunst – Galeria nacional da Dinamarca, foi o museu que escolhemos para substituir a visita ao Castelo de Rosenborg, pois este, ao Domingo fecha às 14:00, algo que não sabia ( e à segunda não abre). Então bati com a cara na porta e fiquei com imensa pena pois era um dos que gostava muito de visitar. Fiquei-me pelo jardim que é lindíssimo e agora com as cores do Outono mais ainda.

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Jardim do Palácio Rosenborg

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Palácio Rosenborg

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Entretanto como a Galeria Nacional fica mesmo em frente, foi para lá que fomos. O edifício em termos arquitectónicos vale muito a pena, pois há uma junção entre antigo e moderno. Tem uma coleção grande de pintura antiga e obras mais contemporâneas.

 

O facto de um dos dias que estivemos na cidade ter sido segunda-feira, não permitiu visitar museus nesse dia, pois estão fechados.  No entanto foi o dia que aproveitámos para fazer o passeio de barco, andar muito a pé e visitar o Parque Tivoli.

Rathaus – Edfício da câmara municipalé um dos edifícios mais altos da cidade, com a sua torre com 105,6m de altura e onde é possível subir e ter uma visão sobre o Parque Tivoli e parte da cidade. É impossível não passarmos por este edifício, nas voltas pela cidade e  num dos fins de tarde que por lá passei (sabem aquela coisa de ir descansar um pouco ao Hotel ao fim do dia? Eu não!! Tal coisa não existe para mim quando estou nestas cidades vibrantes…) chamou-me a atenção a entrada do mesmo e uns caixotes de fruta pousados à porta e pessoas a entrarem e a saírem, ora como boa curiosa que sou e como não quero perder pitada lá fui dar uma espreitadela, e em boa hora o fiz, pois acho que experienciei o espírito de Copenhaga. Num átrio/salão, não sei bem o que lhe chamar, decorria um evento gratuito em que estavam a fazer umas projecções coloridas numa parede, acompanhadas por um músico a tocar piano e um coro. Haviam algumas pessoas espalhadas pelo espaço, umas em pé, outras sentadas no chão em grupos. E havia ainda uma banca com comida e chocolate quente. Entretanto aparece uma senhora a dizer às pessoas que tinham ficado mais perto da entrada/saída para irem tomar um chocolate quente e comer um bolo, pois era tudo “free” e explicou o que eram as projecções e um pouco da história do “evento”.

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Achei que aquilo era a cara de Copenhaga, cultura grátis e em que as pessoas participam de forma muito descontraída.

Parque Tivoli  – Este também era dos que não queria faltar, ainda mais porque a época natalícia do Parque tinha acabado de ser inaugurada.

Este é um dos parques mais visitados do mundo, abriu as portas em 1843 e foi onde Walt Disney se inspirou para o Walt Diney World.

Como nesta altura do ano, por volta das 4 da tarde anoitece em Copenhaga, acabámos por ir já depois de escurecer e posso garantir que é mágico. Os bilhetes normais custam cerca de 16€ e há também bilhetes que incluem voltas ilimitadas nos carrocéis, caso tivesse ido com os meus filhos provavelmente este seria a melhor opção, se bem os conheço…

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Ainda visitámos Christiania, a cidade livre de Copenhaga, que obviamente tem graça porque é diferente, mas onde não passámos muito tempo, mas não queria deixar de vivenciar a experiência. As fotos não são permitidas, especialmente (aos cromos) às pessoas que por lá andam, mas ainda saquei do telemóvel para fotografar dois edifícios.

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Alimentação

Comi bastante bem em Copenhaga, mas não é barato. E nós portugueses, nestes países, apanhamos um banho de realidade e vimos o quão baixo é o nosso poder de compra…

Gostámos muito e recomendo um mercado estilo “gourmet” que fica muito perto da estação de Norreport – na praça de nome Israel Plads. É um mercado coberto, e um misto de bancas para comprar e levar para casa e outras para comer por lá mesmo. Encontra-se um pouco de tudo, dentro do género “picar” – bancas de queijos, enchidos, saladas, sushi, smorrebrod, chocolates, licores, acessórios de cozinha, etc etc.

 

Um outro sitio interessante é o Copenhagen street food, um sitio com um ambiente muito cool e com comida de rua, mas dentro de um grande armazém devidamente aquecido.

 

Uma outra boa opção para petiscar  e para beber o Gluehwien são os mercados de natal!

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Em termos de restaurantes propriamente ditos, jantámos uma noite no Porto – Nhyvan, no Nyhavns Faergekro, restaurante simpático de comida típica Dinamarquesa com serviço eficiente.

Um outro restaurante que gostei  foi o de inspiração italiana The Italian, comida muito boa, ambiente tranquilo e serviço mais uma vez eficiente (mas haverá alguma coisa que não é eficiente em Copenhaga?!)

Mas a cereja no topo do bolo ficou para a última noite, o Paté Paté, um restaurante da moda, muito giro, onde se podem pedir vários pratos pequenos para experimentarmos e dividirmos. Este restaurante tem uma carta de vinhos verdadeiramente impressionante, e tendo em conta o preço do vinho nos restaurantes em Copenhaga, este facto é ainda mais impressionante! O ambiente é descontraído mas acolhedor. As mesas são corridas e o serviço é simpático e mais uma vez muito eficiente.

Nunca deixa de me surpreender a “movida” neste países mais ao Norte, que até há alguns anos atrás tinhamos (eu, pelo menos, tinha) a impressão que eram fechados e sisudos, muito por causa do tempo. Nada mais errado, fomos a este restaurante a uma segunda-feira à noite e só vos digo: tomara os restaurantes da moda em Lisboa, à segunda-feira à noite, terem o movimento que por lá vi!

 

Alojamento

Reservei o Hotel SP34, onde fiquei, no site do booking. É um boutique hotel, mas não sendo mau, também não me encheu as medidas. Não fica para a história e não merece um post  isolado, como habitualmente faço em relação aos hotéis que fico e dos quais gosto. Salva-se o lobby que tem a particularidade e curiosidade de ser bar e ao mesmo tempo recepção para checkin e checkout! E salva-se também um maravilhoso gluehwien que por lá bebi num fim de noite (há quem beba chá, eu sei…) e que estava MA-RA-VI-LHO-SO.  Gluehwien é, para mim, o sabor do Inverno deste países para onde (gosto) ADORO de fugir por uns dias nesta altura do ano!

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Obrigada por lerem!

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Il San Pietro di Positano

Para começar bem a semana, hoje trago-vos um hotel de sonho!

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Há quem goste de carros, há quem goste de roupa, há quem goste de gadgets… eu na verdade, gosto de todas essas coisas, e gosto muito, mas aquilo que me faz realmente vibrar é um hotel especial!

Também podia dizer viagens, que não seria mentira, mas na verdade, um hotel normalmente significa que se quebrou com a rotina e as viagens têm, entre outras coisas, para mim, essa função importantíssima.

Agora que penso nisso, talvez possa mesmo dizer que  o que me faz vibrar, o que me faz sonhar é a ideia de tempo fora da rotina!!

Itália tem um lugar especial no meu coração, o charme Italiano é inigualável… la dolce vitta…

Há uns anos descobri a Costa Amalfitana, no caminho que faço para um lugar que amo de paixão no verão – Capri.

É difícil falar da Costa Amalfitana sem falar de Positano… e foi em Positano, numa localização absolutamente imbatível, que numas pesquisas que andei a fazer descobri o hotel Il San Pietro di Positano

Deixo-vos umas fotos que fui descobrindo aqui e ali na net e percebam porque é que foi direto para a minha bucketlist…

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E mais uma quantas daqui:

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A sonhar aguenta-se melhor a segunda-feira… é ou não é?!

Obrigada por lerem!!

Bruges, um charme ❤️

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No passado fim de semana fiz um pequeno citybreak de 3 dias que, entre outras coisas,tinha como objectivo comemorar o meu aniversário, que tinha sido uma semana antes.

Bruges já estava na minha bucketlist há algum tempo, pois como boa consumidora de revistas e blogs de viagem, as imagens que me chegavam enchiam-me os olhos!

Como só tínhamos 3 dias (duas noites) tinha de ser um voo curto e directo de Lisboa. E assim foi, a Tap tinha voo às 7:00 da manhã, que chegava a Bruxelas por volta das 10:30, o que era perfeito para conseguirmos aproveitar bem os três dias, pois na volta o voo foi mesmo ao final do dia. E portanto estes horários serviram na perfeição os meus planos:  Bruges, mas com uma paragem em Gent e ainda visitar Bruxelas.

Bruges é uma cidade absolutamente encantadora, que superou todas as minhas expectativas. Parece que recuámos no tempo… é uma cidade perfeita para um fim de semana romântico!

Neste dois dias o sol fez-nos sempre companhia, o que imagino ter sido uma grande sorte e talvez por ser Fevereiro achei muito menos turistas do que aqueles que estava à espera.

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O centro histórico que foi considerado Património Mundial da Unesco em 2000 e as suas ruas empedradas e muito bem preservadas, juntamente com as charretes e o barulho dos cascos dos cavalos a andarem de um lado para o outro tornam o ambiente muito muito especial.

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Como ficámos, nas duas noites, a dormir em Bruges, no maravilhoso Hotel Duke´s Palace (do qual escreverei outro post adiante), tivemos a oportunidade de sentir, também, a cidade de noite… e é sentirmos que recuámos no tempo e estamos a ser protagonistas de um filme passado na idade média. Quase não se vêem ou ouvem carros, os restaurantes são na sua maioria pequenos e com um ar muito acolhedor, com uma simpática lareira sempre presente (pelo menos os que experimentámos) e poucas pessoas pelas ruas.

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Historicamente, Bruges foi um importante centro de trocas comerciais entre os séculos XII e XV, comparada com Nova Iorque dos dias de hoje! Mas no século XV a cidade ficou isolada durante 400 anos pois o seu canal Zwin, deixou de ser navegável.

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Relativamente a dicas da cidade, acho mesmo que a melhor dica é deixar-se perder nas suas ruas. Há a majestosa praça central – Markt, que é o coração do centro histórico, de onde partem as Charretes puxadas a cavalo e com um “condutor” que vai falando sobre os pontos por onde vamos passando (50€ por meia hora de passeio). Nesta praça encontramos construções de diferentes estilos, mas todas encantadoras e o Campanário – Belfry, um dos símbolos principais de Bruges, no qual é possível subir e admirar a vista que dizem ser maravilhosa e ainda ver de perto o carrilhão e os seus 47 sinos, nós não nos aventurámos nos quase 400 degraus…

Depois há ainda outra praça imponente – Burg, onde funciona a câmara municipal de Bruges. Nessa mesma praça podemos encontrar a Basílica do Sangue Sagrado, onde está guardado um frasco com o sangue de Cristo.

A Catedral mais antiga da cidade data do séc. IX e é a Catedral de São Salvador, que sofreu diversos incêndios e foi sendo reconstruída ao longo das diferentes épocas e hoje a única parte que resta dessa data é a base da Torre.

Um outro edifício interessante é o Saint John´s hospital, um hospital desativado em 1978, mas que funcionou durante 790 anos e que hoje pode ser visitado – Memling museum, dando para perceber como era um hospital medieval.

Um conjunto também muito interessante é o Begijnhof, nome dado ao conjunto de pequenas construções de paredes todas brancas usadas por uma comunidade de freiras beguinas, local fundado em 1245.

Um outro museu importante da cidade é o Groeninge museum, que alberga a importante colecção de arte sacra da cidade, mas não fomos, pois com o sol que estava era muito apetecível deambular pelas ruas.

Não posso deixar de falar nos canais… dizem que Bruges é a Veneza do Norte, mas achei completamente diferente. Veneza é Veneza e Bruges é Bruges, igualmente encantadora mas diferente. Para onde quer que nos viremos a vista é linda, apetece fotografar tudo!! A zona do lago Minnewater, o chamado lago do amor, é de um beleza deslumbrante e os cisnes que por lá andam só ajudam a complementar o lindíssimo “quadro”.

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A não perder:

  • andar pelas ruas e deixar-se surpreender
  • um passeio de barco pelos canais (penso que foi 10€/pessoa)
  • entrar nas inúmeras lojas de chocolate, que são todas uma perdição (escusado será dizer que tenho stock para os próximos meses)
  • beber cerveja belga, há inúmeras variedades e mesmo tendo estado muito frio, foram as melhores cervejas que bebi na vida!
  • Comer batatas fritas, serve de acompanhamento para tudo
  • Experimentar os famosos mexilhões (eu sou do género: em Roma sê romana e portanto gosto de experimentar o que é típico)
  • Se for o caso, namorem muito… é o sítio certo!

 

Restaurantes:

  • Beethoven – sint-amandsstraat, 6 – Foi onde fomos na primeira noite. É um restaurante pequeno e muito acolhedor. Experimentámos os famosos “moules” au vin e uma carne grelhada.
  • Maximiliaan Van Oostenrijk – onde comemos um costeletão de carne de vaca grelhado nas brasas que estava divinal. Este restaurante fica na zona do Minnewater e  das janelas tem-se vista do lago.
  • No hotel ainda nos sugeriram os seguintes: Quatre Mains, Brasserie Raymond e De Stove, mas não tivemos oportunidade de experimentar nenhum deles.

Lojas:

Toda o centro histórico tem bastante comércio, que eu diria ser comércio gama média – Zara, H&M, Pylones, Calzedonia etc , não se encontram as grandes marcas de luxo. Mas o que nos surpreende é mesmo a quantidade imensa de lojas de chocolates. São todas apetecíveis, nós gostámos muito desta:

 

Nota: Bruges situa-se a cerca de 90Km de Bruxelas e pode-se fazer a viagem de comboio, penso que dura cerca de hora e meia. Apesar de normalmente nas cidades Europeias optarmos pelos transportes públicos, desta vez como tínhamos pouco tempo e queríamos aproveitá-lo bem, optámos por alugar um carro no aeroporto de Bruxelas, que ficou por cerca de 70€ e mais 25€ de gasolina, o que compensou. Ah, a auto-estrada que liga Bruxelas a Bruges (e passa por Gent) não é paga…

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Foi uma viagem muito simpática e que me vai ficar na memória! E agora estou já a pensar na próxima, que se aproxima a passos largos e que vai ser em família! ❤️👨‍👩‍👦‍👦

Obrigada por lerem!

Hotel Thoumieux, Paris

Na última viagem a Paris fiquei no Hotel Thoumieux – rue St. Dominique, 79.

Como irão perceber se acompanharem o blog, eu sou uma pessoa que ADORA hotéis e adoro conhecer novos hotéis e especialmente hotéis diferentes. Mas nunca estou disposta a estourar o budget da viagem, seja ela qual for, só com o hotel. Até mesmo porque vão perceber que eu sou uma pessoa que adora hotéis, mas também sou uma pessoa que adora restaurantes e lojas e… e… e… e…

Este é um boutique hotel do grupo Costes e dito isto talvez fossem desnecessárias mais palavras…, mas ainda assim vou arriscá-las.

A localização é muito central no 7iéme arrondissement, muito perto dos Invalides, com a estação de metro La Tour Maubourg a uma distância de cerca de 5min a pé. E a estação de Invalides a um pouco mais, mas também perfeitamente acessível a pé. A Torre Eiffel também fica a cerca de 15minutos.

O hotel tem cerca de 15 quartos, um projecto de interiores com inspiração Art Deco que esteve a cargo da designer Iraniana, sediada em Paris India Madhavi,  conhecida por vários projectos de interiores em hotéis, restaurantes e bares da moda espalhados pelo mundo.

Em todo o hotel os padrões são usados e abusados, tanto ao nível de papéis de parede como tapetes, assim como as cores fortes. A luz é um elemento determinante na concepção dos espaços e ambientes. Elementos fortes são uma constante e conferem-lhe muita personalidade, no entanto a atmosfera é extremamente acolhedora, muito “cozy”.

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Pomenor da máquina de café e Ipad

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Zona de closet

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Casa de banho

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Corredor de acesso aos quartos

Todo o hotel cheira maravilhosamente bem, e um hotel que apela ao  olfacto cativa-me logo, pois sou uma pessoa também de cheiros, é algo que considero que nos cria uma memória muito poderosa.

Não posso deixar de referir a cama, que era muitíssimo confortável. Isto é tudo muito giro, mas só uma decoração bonita não faz um hotel porque  e as amenities… da Aésop, uma marca que dispensa apresentações e que eu adoro!

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Amenities Aésop

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Aqui chegados penso que é fácil concluir que gostei muito do hotel, voltaria ou voltarei com todo o gosto e conquistou-me assim que passei as portas de entrada.

Um pequeno pormenor é que o hotel não tem elevador, mas não se preocupem, as malas aparecem-nos confortavelmente no quarto! E como o edifício só tem quatro andares também não é grave.

Relativamente ao pequeno almoço, nunca o tomámos no hotel, normalmente gosto de conhecer o que há à volta, o que habitualmente também se revela uma opção mais barata. A cerca de 5 min do hotel podemos encontrar a rue Cler, uma rua pedonal, muitíssimo simpática, com vários cafés, floristas, queijarias, mercearias e portanto uma excelente opção para o pequeno almoço.

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Pormenor de um espelho num espaço comum

Esta foi uma viagem de 3 noites e por isso com alguma pena, não conseguimos conhecer os restaurantes do hotel, nomeadamente a Brasserie Thoumieux, mas que não perde pela demora!! O espaço é muito giro, estava sempre cheio, o que é um bom sinal.

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Um dos restaurantes do hotel

O hotel Thoumieux é um dos preferidos em Paris da conhecida digital influencer Garance Doré!

Fiz esta reserva com alguma antecedência através do booking.com e consegui um excelente preço, um quarto de casal por cerca de 150€/noite!!!! Sim, foi mesmo um achado!

A viagem Lisboa/Paris foi com a AirFrance, que chega ao aeroporto Charles de Gaulle e daí apanhámos a Roissybus até à zona da Ópera.

Nessa zona, eu e o meu marido temos uma paragem obrigatória… Em vez de nos enfiarmos diretamente no Metro, andamos cerca de 200m até a Brasserie/Bar Garmont , sentam-nos na esplanada, tomamos um copo de vinho acompanhado de uma tábua de queijos e aí sim, sentimos que estamos em Paris!!

Para chegar ao hotel, apanhámos o metro em Bonne Nouvelle e saímos direto em Le Tour Maubourg.

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Eu, na entrada do hotel

 

Obrigada por lerem e boas viagens!

 

 

 

Crazy horse Paris

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Depois de tantas idas a Paris, foi na última que fui finalmente a um típico cabaret parisiense.

Apesar de Paris ser uma cidade onde vou com alguma regularidade (embora não tanto quanto o meu coração me pede…), são sempre viagens curtas de 3 ou 4 dias e por isso não há tempo para tudo.

Já tinha lido algumas coisas sobre estes espectáculos e a curiosidade só aumentava. Tive dúvidas entre o três mais conhecidos: Le Crazyhorse, Le Moulin Rouge e Le Lido, mas após alguma pesquisa e muito por culpa do blog Conexão Paris, que é por sinal a minha bíblia quando vou a Paris para pesquisar sobre novidades, optei pelo Crazy Horse e gostei muito.

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O espetáculo é muito bonito, muito sensual sem qualquer tipo de vulgaridade. A bailarinas são lindíssimas, com corpos mais que perfeitos! Existe um ritmo constante, e um grande jogo de luzes, sombras, espelhos e música que funciona muito bem.

A sala é pequena e intimista. É aquilo que imaginava, ou que tinha na cabeça, do típico cabaret. A cor dominante é o vermelho, e os tecidos são muito à base de veludos. Mas não se assustem, o ambiente é perfeitamente inofensivo. Há muitos casais, e há grupos de homens sozinhos, claro, mas estão perfeitamente na deles. Ninguém incomoda ninguém. Fiquei agradavelmente surpreendida pois havia até mulheres sozinhas a assistir ao show. Eu assisti o espectáculo com o meu marido e sentido-nos perfeitamente enquadrados no ambiente.

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Em cena está, desde 2009, o espectáculo Désirs dirigido pelo conhecido coreógrafo Philippe Decouflé e pelo diretor artístico Ali Mahdavi.

Relativamente a preços, os nossos bilhetes foram os mais simples, ou seja incluíam só mesmo espectáculo e ficaram por 105€/bilhete. Há outro tipo de bilhetes que incluem 1/2 ou 1 garrafa de champagne e podem verificar os preços no próprio site, que foi aliás onde comprei antecipadamente os bilhetes.

Durante o espetáculo é possível pedir bebidas, andam sempre por ali empregados de mesa, mas achei os preços um pouco elevados.

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Como curiosidade o Le Crazy horse foi inaugurado em 1951, por Alain Bernardin, que foi também um dos responsáveis pela reconstrução cultural de Paris à época. O nome Crazy Horse foi em homenagem a um guerreiro índio. Esta sala já foi frequentada por Salvador Dali, Aristóteles Onassis, Maria Callas, Alain Delon entre outros e mais recentemente por Price e Karl Lagerfeld.

As bailarinas, são como não podia deixar de ser escolhidas a dedo e quando digo escolhidas a dedo é mesmo ao pormenor, pois o intervalo de altura permitido é muito reduzido e têm uma série de outras medidas às quais têm de corresponder.

Todos os anos há cerca de 500 candidaturas para vagas de bailarinas do Crazy Horse, mas só entram cerca de 20!

Os sapatos utilizados são na grande maioria Loubotins e o guarda roupa também é desenhado por estilistas de renome.

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Obrigada por lerem e boas viagens!

 

 

 

 

Tivoli Gardens – As luzes de Natal

Na minha (enorme) bucketlist de viagens está, já há algum tempo, a Dinamarca, em especial Copenhaga e depois de ver este video fiquei cheia de vontade de lá ir na época do Natal e com os miúdos!

Já tinha lido que é uma cidade muito childfriendly e por isso já esteve, aliás ainda está, na minha cabeça como destino possível para uma das nossas viagens em família na altura da Páscoa, mas agora parece-me que Copenhaga vai ficar para uma época natalícia.

Este ano já não será possível, mas quem sabe para o próximo… Vou começar a estudar este assunto com o devido carinho!!

Espero que gostem do vídeo e que se inspirem!