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Yotel em Heathrow – a minha experiência ou como fui lá parar…

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Entrada do Hotel – terminal 4

No passado mês de Julho o meu filho mais velho teve a sua primeira experiência “a solo” no estrangeiro, foi para um colégio de verão aprender inglês.

Foi uma experiência que eu também tive, mais ou menos com a idade dele e que me ficou para a vida, e por isso sempre tive a vontade de, quando chegasse a altura, poder proporcioná-la aos meus filhos.

 

Ora esta mãe, que está sempre a inventar e com viagens na cabeça, assim que a viagem começou a tomar forma, pensou que giro giro era no fim do curso ir ter com ele a Londres, ficávamos lá mais dois ou três dias e aproveitávamos para fazer alguns programas ao gosto do dois!

 

Ora, depois de voltas e reviravoltas decidi que iria para Paris, ver umas exposições que queria ver, depois seguia para Londres. Respirava Paris e ainda riscava um dos itens que estava na minha bucketlist de viagens – atravessar o canal da mancha de comboio!

Isto tudo o que é que tem a ver com o Yotel? Nada e tudo!

Ou seja, eu adoro e por isso planeio e organizo todas as minhas viagens sozinha e normalmente corre sempre bem. Mas esta viagem em particular foram várias coisas a ser marcadas, pensadas, planeadas, calculadas… voos – os meus, os do meu filho, os de um amigo dele, comboio, hotéis, espectáculos etc etc.

Eu cheguei a Londres de comboio, mas o meu filho chegou a Londres de avião, ao aeroporto de Gatwick. Os nossos voos de regresso, por uma questão de horário eram de Heathrow… mas os voos do amigo que foi com ele e que fui eu também que marquei, era de Gatwick…

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Não me perguntem como nem porquê, mas eu meti na cabeça que o nosso aeroporto era Gatwick… os dias todos que estive em Londres tinha na cabeça o aeroporto de Gatwick… fiz o checkin online com a devida antecedência, mas nem verifiquei e nem me preocupei com essa questão, pois na minha cabeça estava assente que era Gatwick.

Ora, no dia da partida, fomos à nossa vida, fizemos tudo o que tínhamos planeado fazer e com a devida antecedência fomos ao hotel buscar a bagagem, e até estivemos a fazer tempo para irmos para o aeroporto.

Chegados ao aeroporto, dirigimo-nos ao que era suposto serem os balcões de checkin da Tap e não havia um único aberto… o meu filho disse-me “oh mamã, não acredito que chegámos cedo de mais…” passaram uns minutos e comecei a achar estranho não ver movimentação e fui perguntar a um balcão do lado. Eis senão quando o sr. me diz, só se se enganou no aeroporto e de repente fez-se luz, abri o email da reserva e lá estava bem escarrapachado – HEATHROW…

Pois, a partir daqui foi a loucura… mas resumindo, apanhámos um taxi (serviço especial do aeroporto) de Gatwick para Heathrow, o motorista foi simplesmente 5***** e foi literalmente a voar, ultrapassou todos os limites de velocidade, eu ia num estado de nervos brutal, o meu filho ia de olhos postos no GPS e de minuto a minuto eu ia-lhe perguntado quantas milhas faltavam, só que nas imediações de Heathrow o trânsito estava caótico, o dia era de final de ano lectivo e por isso havia ainda mais trânsito, que o normal.

Bom, chegámos tipo 3 minutos depois do “drop luggage” ter fechado… eu viajo quase sempre com mala de cabine, mas o meu filho estava há 3 semanas fora, era impossível ter só uma mala de cabine.

Escusado será dizer que tive ali uns minutos de desorientação e de não saber o que fazer.

Aquele era o último voo da Tap do dia… e de repente senti a pressão do tipo: ” não estou sozinha, estou com o miúdo…”

Agarrei-me ao telefone a tentar arranjar um voo para chegar a Lisboa… agora imaginem, último dia de aulas em inglaterra, início de férias de verão e voo marcado em cima da hora… pois, lowcosts completamente esgotadas, e voos a preços exorbitantes… mas a verdade é que tinha de arranjar maneira de nos virmos embora.

O voo mais próximo, e “barato” (este barato é absolutamente desadequado pois o valor dos voos foi exorbitante) que arranjei foi Heathrow – Amsterdão – Faro. Na realidade Faro ou Lisboa não fazia grande diferença, pois o meu carro estava no Algarve.

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Londres vista do observatório de Greenwich

Passado os momentos de pânico e stress lá me acalmei e tentei ver o copo meio cheio, como tento sempre. É verdade que me apetecia esbofetear-me.. continuou a apetecer-me durante algum tempo ou sempre que via o extrato do cartão de crédito… mas há coisas piores.

A viagem do meu filho tinha corrido bem, ele adorou a experiência, adorou o colégio, correu tudo às mil maravilhas, não se magoou, não ficou doente nem “homesick”, os nossos dias em Londres em programa mãe-filho correram maravilhosamente bem, foi mesmo mesmo bom, e ainda ficámos com uma história/aventura para contar.

Eu e este meu filho somo muito parecidos no optimismo e na grande capacidade de nos rirmos de nós próprios e às tantas e com tantos nervos à mistura davam-nos ataques de riso com as buscas que fazia dos voos, e as alternativas e valores que encontrava.

E foi assim que conhecemos o Yotel, que ficava precisamente no terminal de onde íamos sair – terminal 4. A alternativa era dormir em cadeiras super desconfortáveis do aeroporto e como perdidos por 100 perdidos por 1000, lá fui saber como é que funcionava e quanto custava.

Então uma cabine como a nossa, que é a mais pequena custou cerca de 115€ e podíamos ficar até às 6:00am, mas como o nosso chekin abria mesmo às 4:30, isso não era problema.

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Entrada

Há cabine maiores, mais apropriadas para duas pessoas, mas mais caras também  e aquela para as 5 horas que lá íamos estar servia bem.

Pois… escusado será dizer que o espaço é escasso, é tudo aproveitado ao milímetro, mas na realidade temos aquilo que necessitamos – cama, TV, Wifi, tomadas, duche e lavatório e sanita!

Como design tem alguma graça porque todo o espaço tem uma influência Hi-tech, parece que estamos a entrar numa nave espacial!!

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Cama

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Casa de banho

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Duche

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TV aos pés da cama

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Janela… na porta de entrada

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Se repetia o Yotel? Repetia, é de facto uma boa solução para determinadas situações e dentro do que é, é bastante confortável. E a verdade é que a pessoa já não vai para nova, e uma noite mal ou não dormida é coisa para me ficar a pesar no corpo.

Acho que com este grande disparate, mas que acabou por resultar numa boa história para contar e lembrar, elevei o meu nível de viajante – devo estar quase no nível profissional!!!

 

Obrigada por lerem!

 

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Capri☀️

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Capri é uma ilha Italiana situada no Golfo de Nápoles, rodeada pelo mar Tirreno ❤ e tem

cerca de 10Km2. É composta por dois municípios, Capri e Anacapri e tem dois portos Marina Piccola e Marina Grande.

Foi descoberta no ano 29 a.c. pelo imperador Augusto, primeiro imperador Romano, quando voltava do Oriente e diz-se que foi amor à primeira vista (como o compreendo). Mas foi o seu sucessor o imperador Tibério que tornou a ilha conhecida, construíndo várias villas. Após a queda do império Romano a ilha passou para o domínio de Nápoles e foi várias vezes saqueada. Só já perto dos nossos dias se tornou refúgio de escritores e celebridades, entre elas Jacqueline Kennedy Onassis, que era frequentadora assídua.

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Hoje em dia, continua a ser uma ilha muito charmosa, requintada, florida e bem cheirosa. Parece que há sempre um agradável aroma no ar. Continua a ser frequentada por celebridades e “jetset” internacional que contribui para a sua aura glamourosa.

A minha história (de amor) com Capri começou há uns bons anos atrás numa viagem em família, os meus pais comemoravam 25 anos de casamento, fomos passar uns dias a Roma e exactamente no dia em que comemoravam o aniversário, fomos numa daquelas viagens tipo “bate-volta” a Capri.

Devo dizer que a ilha nunca mais me saiu de cabeça, honestamente não sei dizer racionalmente o porquê, isto é, agora sei, porque já lá passei, por mais que uma vez ,vários dias seguidos e já tenho efectivamente o conhecimento do sítio necessário para tal. Mas nessa viagem, chegámos antes da hora do almoço, almoçámos, demos um pequeno passeio e voltámos antes da hora do jantar… mas houve um click, e dizem que os amores não precisam de explicação…

 

Digamos que esse amor foi consumado numa outra viagem, desta vez a Roma, e a dois, em  que combinámos com uns dias a Capri. E gostámos tanto que voltámos no ano seguinte, só para Capri.

Em Capri os dias passam sem pressa e sem grande azáfama, passeia-se sem destino, come-se muito bem, frequentamos os beachclubs e faz-se compras – caso se deseje e a carteira assim o permita.

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Após o pequeno almoço, sugiro um passeio até à Piazzeta para o primeiro café do dia, se for relativamente cedo não se apanham os muitos turistas dos cruzeiros que se deslocam à ilha e que andam em grandes grupos. Depois o ideal é escolher um Beachclub para passar o dia. Capri não tem praia de areia e tem umas micropraias de pedrinhas, o melhor mesmo é alugar um barco ou ir para um dos vários beachclub que há ao redor da ilha.

O meu preferido é sem dúvida o Fontelina, diria que é o sítio para se estar em Capri! É um ambiente giro, o sítio é LINDO com uma vista maravilhosa. O beachclub é um espaço em cima das rochas que foi adaptado de forma a se conseguir colocar cadeiras e chapéus.

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Tudo é bonito neste sítio, as cadeiras e colchões brancos e os seus inconfundíveis chapéus de sol de madeira com lona às riscas azuis e brancas. Tem umas escadas de acesso ao mar… a um mar ligeiramente batido mas de água quente e transparente e posso seguramente afirmar que os melhores mergulhos e banhos de mar da minha vida foram no Fontelina e olhem que sou tenho um vasto e conhecedor curriculum de praias. Depois há o restaurante e o que dizer do restaurante… só a vista e ambiente já valem a pena, mas a cereja no topo do bolo é o facto da comida ser óptima.

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Claro que tudo isto se paga, não se pode dizer que seja barato que não é, mas garanto que vale cada euro!

 Ao fim do dia existe um barco que nos transporta do Fontelina para a Marina Picola, há também a alternativa de fazer a subida a pé… mas depois de um dia em modo relax total, a mim, a última coisa que me apetece é enfrentar centenas de degraus!

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Na Marina Picola há autocarros ou taxis para a Piazeta que a essa hora se enche e é onde tudo acontece em Capri e a este tudo refiro-me a pouco mais que ver e ser visto. Uma actividade fútil, mas um fútil em bom! E dias não são dias!!

Vale ainda a pena, ao fim do dia, andar pela Via Vittoria Emanuele e pela Via Camerelle , e  comer um gelado na geladeira Buonacuore, onde a bolacha do cone do gelado é feita na hora e vem para a nossa mão ainda quente!! Indescritível de bom!

Uma outra alternativa é tomar um aperitivo na esplanada do Hotel Quisisana,  a ver quem passa e ver a vida de fim de dia.

Como em Capri é perfeitamente possível jantar às 11:00/11:30 da noite, há mais que tempo para depois ainda ir descansar ao hotel e só depois arranjarmos-nos para sair. E aqui chamo a atenção para o termo “arranjar para sair”, pois é uma atividade levada muito muito a sério em Capri. Os restaurantes e bares estão cheios de pessoas bonitas e “bem” arranjadas, por muito que alguém não leve isso a sério, acho impossível não nos sentirmos deslocados em Capri se não o fizermos. Capri e os seus restaurantes mais conhecidos são verdadeiras passarelles.

Restaurantes que experimentei e recomendo:

Da Paolino – um restaurante em que as mesas ficam debaixo de muitos limoeiros, comida absolutamente divinal, ambiente ao melhor estilo de Capri. Dois conselhos: guardem espaço para as sobremesas, há um buffet ao qual é muito difícil resistir, e não se enganem a escolher o vinho… uma distracção pode levar à ruína… foi a carta de vinhos que me passou pelas mãos com vinhos mais caros e quando digo caros digo muito mas mesmo muito caros, obscenamente caros! Lembro-me de pensarmos… não nos podemos enganar a apontar a linha ao empregado…

Faraglioni – Fica no fim da Via Camarelle e é muito romântico e tranquilo. Recomendo as mesas nas palhotas e não deixem de experimentar o risotto…

D´Amore – Vista linda para a Marina grande. Comida muito boa e preços aceitáveis para o padrão de Capri.

La Fontelina – Não há muito a dizer, é tudo bom. A comida, o ambiente, o atendimento, a vista…TUDO! Adoro de paixão, não gosto muito de catalogar os sítios, mas sem dúvida um dos meus sítios preferidos no mundo que já tive a oportunidade de conheçer.

Da Luigi al faraglioni – Também é um beachclub. Não tem o mesmo ambiente do Fontelina, mas a vista também é maravilhosa, a comida excelente e os preços um pouco mais baixos.

Al Grotino – um restaurante muito acolhedor e comida excelente no centro de Capri, numa rua que não terá mais de 1 metro e meio de largura (outra passerelle)!

Restaurantes que por um motivo ou outro não fui, mas que quero muito ir quando lá voltar:

Aurora – considerado um dos melhores de Capri, todo o jetset vai lá parar. Reserva com antecedência mais que obrigatória. Dois anos seguidos não conseguimos lá ir por termos repetidamente cometido o erro de não reservarmos ainda em Portugal.

Villa verde

Lido del faro

La cancione del mar

Hotéis:

Aqui a escolha é grande, embora a variedade de preços seja muito escassa em termos de preços baixos. Capri não está direccionada para turismo com pouco poder de compra, é um facto e há que dizê-lo.

Não é difícil encontrar hotéis com quartos com vistas de cortar a respiração, mas vistas essas que se pagam e muito bem.

Há vários hotéis lindíssimos em Capri que adoraria experimentar, mas o que nos custaria lá ficar paga talvez mais duas viagens para o hotel que ficámos das duas vezes que lá ficámos e portanto a escolha fica à partida feita…

O hotel que fiquei foi o Hotel Della Piccola Marina, se reservado com alguma antecedência tem preços aceitáveis, o que não significa baixos, para o padrão de Capri. Está muito bem localizado, perto da Piazeta mas suficientemente distante da confusão e é muito simpático, muito tranquilo e uma decoração despretensiosa mas bonita.

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O que comprar: 

Pois… podia dizer o que a carteira permitir! Mas mesmo que não se queira arruinar o orçamento, há pequenas lembranças que se podem trazer. Em Capri tudo gira em torno do limão e por isso desde sabonetes, licor – o famoso Limoncello, pequenos artigos decorativos.

Como ir:

Chegar a Capri leva o seu tempo, mas vale a pena, garanto-vos.

Temos optado pela Tap para ir de Lisboa a Roma, no aeroporto de Fiumicino apanhamos um comboio até à estação Termini, este comboio demora cerca de 20/30min e custa sem me lembro bem cerca de 10€. Em Roma, precisamente na estação Termini, apanhamos o comboio de alta velocidade para Nápoles. Este percurso é feito em 1 hora e pouco e é muito confortável, os preços dos bilhetes dependem muito da antecedência com que se compra.

Na estação de Nápoles apanhamos um taxi para o porto e chegados ao porto é apanhar o barco mais próximo. Há duas companhias a fazer o trajecto, a SNAV e a NLG, mas atenção pois o último barco mesmo no período do Verão não é muito depois das 20:00, agora não sei precisar bem, mas sei que houve um ano em que quis conjugar tudo e mais alguma coisa e planei os horários de forma a chegar a Roma e ter tempo para ir almoçar a um restaurante que queria muito conhecer, deixo aqui a dica – Dal Bolognese – a melhor bolonhesa da vida com vista para a Piaza del Poppolo.

Correu tudo bem, mas por uma questão de minutos perdemos um barco e tivemos que esperar pelo último barco do dia e a essa hora a frequência diminui, sei que ainda esperámos mais de 1 hora.

Chegados a Capri, à Marina Grande ainda falta apanhar o taxi para o hotel! E que taxis…

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Mas garanto-vos que lá chegados esquecemos todo e qualquer cansaço da viagem! Oh se esquecemos!!

O ano passado não fui a Capri, fui a outra ilha Italiana diferente mas igualmente especial que foi Panarea, da qual conto vir aqui falar em breve.

Este verão, com muita pena minha, não vou para nenhuma das duas, nem para nenhum destino deste género, mas é por um motivo maior e para o próximo ano vingo-me, já ando com umas ideias!

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Boas viagens e obrigada por lerem!

Copenhaga, onde a vida acontece de bicicleta

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Aproximação ao aeroporto de Copenhaga

As primeiras impressões

Este ano a cidade escolhida para o meu “city break” de Outono foi  Copenhaga. Era uma cidade que há muito estava na minha lista de cidades a conhecer, e nesta altura do ano gosto muito de visitar cidades europeias e sentir o frio e o ambiente pré-natalício.

E posso dizer que correspondeu totalmente às expectativas, é impossível não ficarmos rendidos a uma cidade onde a vida acontece de bicicleta! Segundo o que li, mais de 50% da população de Copenhaga utiliza a bicicleta como meio de transporte principal. O número de bicicletas é superior ao número de habitantes, e é efectivamente impressionante a quantidade de bicicletas. E isto, faça chuva, neve ou faça sol!

Já estive em Amesterdão que também é uma cidade onde a bicicleta impera, mas a sensação foi diferente, parecia que a qualquer momento podia ser atropelada por uma bicicleta desgovernada… Em Copenhaga temos a impressão que a vida corre mesmo sobre rodas, parece que não há stress, olhamos para as pessoas e todos têm um ar muito tranquilo, parece que toda a gente anda de bem com a vida.

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Parlamento

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Parlamento

 

Enquadramento histórico

Muitos historiadores acreditam que Copenhaga remonta à era dos Vikings, no entanto foi às mãos do bispo Absalon que a fortificou mandando construir o forte de Slotsholmen, que a cidade se tornou um centro regional importante e o ano de 1167 é oficialmente considerado como o ano da sua fundação. Mas foi no ano de 1254 que foi elevada à categoria de cidade durante o bispado de Jacob Erlandsen.

E em 1449, foi pela primeira vez coroada como capital do pais, com o rei Christian I.

Entre 1588 e 1648 foram construídos os edifícios mais notáveis de Copenhaga durante o reinado do rei Christian IV, incluindo o Castelo de Rosenborg, a Torre Redonda (Rundertarn), a Antiga Bolsa de Comércio, os canais de Copenhague e Kastellet (a antiga fortaleza).

1748 – É construído o Palácio de Amalienborg, residência da actual rainha da Dinamarca.

1875 – Hans Christian Andersen, o mundialmente famoso escritor de contos de fadas, morre em Copenhague.

1905 – É concluída a construção do edifício da câmara-Rådhus.

1910 – É inaugurada a primeira ciclovia.

1913 – É inaugurada a estátua “A pequena sereia”.

1940-1945 – Copenhague e a Dinamarca são ocupadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

1962 – A rua de pedestres mais comprida do mundo, Strøget, é inaugurada

1971 – A cidade livre de Christiania é fundada por invasores de um antigo sítio militar no distrito Christianshavn. Christiania ainda hoje é popular entre os visitantes.

2000 – É inaugurada a formidável Ponte do Oresund, unindo a Dinamarca à Suécia.

2004 – É inaugurada a Ópera House.

2008 – Monocle, a prestigiada revista britânica de lifestyle, considera Copenhague a melhor cidade do mundo para viver.

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Nyhavn

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Christianshavn Kanal

 

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Sugestões de passeios e visitas

Chegámos a Copenhaga de avião e chegar à cidade é muito fácil, optámos pelo comboio, que é muito rápido, cerca de 12 minutos e o bilhete custa cerca de 5€.

Esta é uma cidade fácil de andar a pé, é completamente plana e para quem gosta de andar  as distâncias não são excessivas.

No entanto como fomos num sábado e regressámos numa terça-feira muito muito cedo, o tempo era limitado e gostávamos de ficar com uma ideia abrangente da cidade e por isso optámos por um programa que quase nunca faço, mas que no caso valeu muito a pena – aqueles autocarros Hop on Hop off, que ainda por cima tinha incluído o passeio de barco. Pode-se utilizar durante 3 dias (agora porque é época baixa, porque normalmente são 2 dias) e tem a vantagem de dar algumas informações históricas do pontos onde pára, abriga-nos do frio e ainda tem WI-FI (yeahhhhhh!!) O bilhete foi cerca de 37,50€ e no meu caso e nas circunstâncias da viagem achei que valeu bem a pena. O passeio de barco é imperdível, dura cerca de 1hora e meia e é muito completo e também com muitas explicações históricas e algumas curiosidades.

Em termos de edifícios históricos, visitámos o Palácio de Amalienborg, casa da família real e é interessante verificar como, apesar da sumptuosidade própria da realeza, quando comparado com outros palácios pela Europa (o anos passado por esta altura tinha estado em Viena de Austria), até aqui se percebe o low profile próprio dos Dinamarqueses. Além de ser um dos países onde a diferença entre classe alta e classe baixa é menor, são um povo discreto e têm na sua génese que não se acham melhores que ninguém.

Outro edifício que que gostámos foi a igreja Marmorkirken, igreja de mármore, da qual destaco a lindíssima cúpula.

De costas para esta igreja e se estivermos no centro da praça que contém este núcleo de palácios reais e museus, olhando em frente, do outro lado do canal, temos o lindíssimo edifício da Ópera House, que foi na sua totalidade financiado pela fundação ligada à empresa Maersk e diz-se que exigiram esta localização – no eixo dos edifícios reais. Em contrapartida, toda a família real tem bilhetes na fila da frente para todos os espectáculos.

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Amalienborg Palace

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Ópera House

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Vista do rio (passeio de barco) do complexo de Palácios Reais

Um outro edifício interessante de visitar foi a Rundetarn, a torre redonda construída em 1642 por Christian IV para observatório. Tem 34,8m de altura e uma rampa larga interior, em espiral, que nos leva até ao topo. Tem ainda uma sala com exposições temporárias, que no momento em que a estava patente uma exposição sobre relações amorosas terminadas… consistia em exibir objectos resultantes de relações destruídas, doadas pelos próprios e cada objecto tinha um pequeno texto explicativo da peça e do seu enquadramento na relação ou no término da mesma… Algo diferente… mas que gostei e realmente no sofrimento somos todos iguais.

Staten Museum for Kunst – Galeria nacional da Dinamarca, foi o museu que escolhemos para substituir a visita ao Castelo de Rosenborg, pois este, ao Domingo fecha às 14:00, algo que não sabia ( e à segunda não abre). Então bati com a cara na porta e fiquei com imensa pena pois era um dos que gostava muito de visitar. Fiquei-me pelo jardim que é lindíssimo e agora com as cores do Outono mais ainda.

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Jardim do Palácio Rosenborg

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Palácio Rosenborg

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Entretanto como a Galeria Nacional fica mesmo em frente, foi para lá que fomos. O edifício em termos arquitectónicos vale muito a pena, pois há uma junção entre antigo e moderno. Tem uma coleção grande de pintura antiga e obras mais contemporâneas.

 

O facto de um dos dias que estivemos na cidade ter sido segunda-feira, não permitiu visitar museus nesse dia, pois estão fechados.  No entanto foi o dia que aproveitámos para fazer o passeio de barco, andar muito a pé e visitar o Parque Tivoli.

Rathaus – Edfício da câmara municipalé um dos edifícios mais altos da cidade, com a sua torre com 105,6m de altura e onde é possível subir e ter uma visão sobre o Parque Tivoli e parte da cidade. É impossível não passarmos por este edifício, nas voltas pela cidade e  num dos fins de tarde que por lá passei (sabem aquela coisa de ir descansar um pouco ao Hotel ao fim do dia? Eu não!! Tal coisa não existe para mim quando estou nestas cidades vibrantes…) chamou-me a atenção a entrada do mesmo e uns caixotes de fruta pousados à porta e pessoas a entrarem e a saírem, ora como boa curiosa que sou e como não quero perder pitada lá fui dar uma espreitadela, e em boa hora o fiz, pois acho que experienciei o espírito de Copenhaga. Num átrio/salão, não sei bem o que lhe chamar, decorria um evento gratuito em que estavam a fazer umas projecções coloridas numa parede, acompanhadas por um músico a tocar piano e um coro. Haviam algumas pessoas espalhadas pelo espaço, umas em pé, outras sentadas no chão em grupos. E havia ainda uma banca com comida e chocolate quente. Entretanto aparece uma senhora a dizer às pessoas que tinham ficado mais perto da entrada/saída para irem tomar um chocolate quente e comer um bolo, pois era tudo “free” e explicou o que eram as projecções e um pouco da história do “evento”.

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Achei que aquilo era a cara de Copenhaga, cultura grátis e em que as pessoas participam de forma muito descontraída.

Parque Tivoli  – Este também era dos que não queria faltar, ainda mais porque a época natalícia do Parque tinha acabado de ser inaugurada.

Este é um dos parques mais visitados do mundo, abriu as portas em 1843 e foi onde Walt Disney se inspirou para o Walt Diney World.

Como nesta altura do ano, por volta das 4 da tarde anoitece em Copenhaga, acabámos por ir já depois de escurecer e posso garantir que é mágico. Os bilhetes normais custam cerca de 16€ e há também bilhetes que incluem voltas ilimitadas nos carrocéis, caso tivesse ido com os meus filhos provavelmente este seria a melhor opção, se bem os conheço…

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Ainda visitámos Christiania, a cidade livre de Copenhaga, que obviamente tem graça porque é diferente, mas onde não passámos muito tempo, mas não queria deixar de vivenciar a experiência. As fotos não são permitidas, especialmente (aos cromos) às pessoas que por lá andam, mas ainda saquei do telemóvel para fotografar dois edifícios.

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Alimentação

Comi bastante bem em Copenhaga, mas não é barato. E nós portugueses, nestes países, apanhamos um banho de realidade e vimos o quão baixo é o nosso poder de compra…

Gostámos muito e recomendo um mercado estilo “gourmet” que fica muito perto da estação de Norreport – na praça de nome Israel Plads. É um mercado coberto, e um misto de bancas para comprar e levar para casa e outras para comer por lá mesmo. Encontra-se um pouco de tudo, dentro do género “picar” – bancas de queijos, enchidos, saladas, sushi, smorrebrod, chocolates, licores, acessórios de cozinha, etc etc.

 

Um outro sitio interessante é o Copenhagen street food, um sitio com um ambiente muito cool e com comida de rua, mas dentro de um grande armazém devidamente aquecido.

 

Uma outra boa opção para petiscar  e para beber o Gluehwien são os mercados de natal!

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Em termos de restaurantes propriamente ditos, jantámos uma noite no Porto – Nhyvan, no Nyhavns Faergekro, restaurante simpático de comida típica Dinamarquesa com serviço eficiente.

Um outro restaurante que gostei  foi o de inspiração italiana The Italian, comida muito boa, ambiente tranquilo e serviço mais uma vez eficiente (mas haverá alguma coisa que não é eficiente em Copenhaga?!)

Mas a cereja no topo do bolo ficou para a última noite, o Paté Paté, um restaurante da moda, muito giro, onde se podem pedir vários pratos pequenos para experimentarmos e dividirmos. Este restaurante tem uma carta de vinhos verdadeiramente impressionante, e tendo em conta o preço do vinho nos restaurantes em Copenhaga, este facto é ainda mais impressionante! O ambiente é descontraído mas acolhedor. As mesas são corridas e o serviço é simpático e mais uma vez muito eficiente.

Nunca deixa de me surpreender a “movida” neste países mais ao Norte, que até há alguns anos atrás tinhamos (eu, pelo menos, tinha) a impressão que eram fechados e sisudos, muito por causa do tempo. Nada mais errado, fomos a este restaurante a uma segunda-feira à noite e só vos digo: tomara os restaurantes da moda em Lisboa, à segunda-feira à noite, terem o movimento que por lá vi!

 

Alojamento

Reservei o Hotel SP34, onde fiquei, no site do booking. É um boutique hotel, mas não sendo mau, também não me encheu as medidas. Não fica para a história e não merece um post  isolado, como habitualmente faço em relação aos hotéis que fico e dos quais gosto. Salva-se o lobby que tem a particularidade e curiosidade de ser bar e ao mesmo tempo recepção para checkin e checkout! E salva-se também um maravilhoso gluehwien que por lá bebi num fim de noite (há quem beba chá, eu sei…) e que estava MA-RA-VI-LHO-SO.  Gluehwien é, para mim, o sabor do Inverno deste países para onde (gosto) ADORO de fugir por uns dias nesta altura do ano!

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Obrigada por lerem!

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Il San Pietro di Positano

Para começar bem a semana, hoje trago-vos um hotel de sonho!

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Há quem goste de carros, há quem goste de roupa, há quem goste de gadgets… eu na verdade, gosto de todas essas coisas, e gosto muito, mas aquilo que me faz realmente vibrar é um hotel especial!

Também podia dizer viagens, que não seria mentira, mas na verdade, um hotel normalmente significa que se quebrou com a rotina e as viagens têm, entre outras coisas, para mim, essa função importantíssima.

Agora que penso nisso, talvez possa mesmo dizer que  o que me faz vibrar, o que me faz sonhar é a ideia de tempo fora da rotina!!

Itália tem um lugar especial no meu coração, o charme Italiano é inigualável… la dolce vitta…

Há uns anos descobri a Costa Amalfitana, no caminho que faço para um lugar que amo de paixão no verão – Capri.

É difícil falar da Costa Amalfitana sem falar de Positano… e foi em Positano, numa localização absolutamente imbatível, que numas pesquisas que andei a fazer descobri o hotel Il San Pietro di Positano

Deixo-vos umas fotos que fui descobrindo aqui e ali na net e percebam porque é que foi direto para a minha bucketlist…

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E mais uma quantas daqui:

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A sonhar aguenta-se melhor a segunda-feira… é ou não é?!

Obrigada por lerem!!

Bruges, um charme ❤️

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No passado fim de semana fiz um pequeno citybreak de 3 dias que, entre outras coisas,tinha como objectivo comemorar o meu aniversário, que tinha sido uma semana antes.

Bruges já estava na minha bucketlist há algum tempo, pois como boa consumidora de revistas e blogs de viagem, as imagens que me chegavam enchiam-me os olhos!

Como só tínhamos 3 dias (duas noites) tinha de ser um voo curto e directo de Lisboa. E assim foi, a Tap tinha voo às 7:00 da manhã, que chegava a Bruxelas por volta das 10:30, o que era perfeito para conseguirmos aproveitar bem os três dias, pois na volta o voo foi mesmo ao final do dia. E portanto estes horários serviram na perfeição os meus planos:  Bruges, mas com uma paragem em Gent e ainda visitar Bruxelas.

Bruges é uma cidade absolutamente encantadora, que superou todas as minhas expectativas. Parece que recuámos no tempo… é uma cidade perfeita para um fim de semana romântico!

Neste dois dias o sol fez-nos sempre companhia, o que imagino ter sido uma grande sorte e talvez por ser Fevereiro achei muito menos turistas do que aqueles que estava à espera.

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O centro histórico que foi considerado Património Mundial da Unesco em 2000 e as suas ruas empedradas e muito bem preservadas, juntamente com as charretes e o barulho dos cascos dos cavalos a andarem de um lado para o outro tornam o ambiente muito muito especial.

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Como ficámos, nas duas noites, a dormir em Bruges, no maravilhoso Hotel Duke´s Palace (do qual escreverei outro post adiante), tivemos a oportunidade de sentir, também, a cidade de noite… e é sentirmos que recuámos no tempo e estamos a ser protagonistas de um filme passado na idade média. Quase não se vêem ou ouvem carros, os restaurantes são na sua maioria pequenos e com um ar muito acolhedor, com uma simpática lareira sempre presente (pelo menos os que experimentámos) e poucas pessoas pelas ruas.

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Historicamente, Bruges foi um importante centro de trocas comerciais entre os séculos XII e XV, comparada com Nova Iorque dos dias de hoje! Mas no século XV a cidade ficou isolada durante 400 anos pois o seu canal Zwin, deixou de ser navegável.

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Relativamente a dicas da cidade, acho mesmo que a melhor dica é deixar-se perder nas suas ruas. Há a majestosa praça central – Markt, que é o coração do centro histórico, de onde partem as Charretes puxadas a cavalo e com um “condutor” que vai falando sobre os pontos por onde vamos passando (50€ por meia hora de passeio). Nesta praça encontramos construções de diferentes estilos, mas todas encantadoras e o Campanário – Belfry, um dos símbolos principais de Bruges, no qual é possível subir e admirar a vista que dizem ser maravilhosa e ainda ver de perto o carrilhão e os seus 47 sinos, nós não nos aventurámos nos quase 400 degraus…

Depois há ainda outra praça imponente – Burg, onde funciona a câmara municipal de Bruges. Nessa mesma praça podemos encontrar a Basílica do Sangue Sagrado, onde está guardado um frasco com o sangue de Cristo.

A Catedral mais antiga da cidade data do séc. IX e é a Catedral de São Salvador, que sofreu diversos incêndios e foi sendo reconstruída ao longo das diferentes épocas e hoje a única parte que resta dessa data é a base da Torre.

Um outro edifício interessante é o Saint John´s hospital, um hospital desativado em 1978, mas que funcionou durante 790 anos e que hoje pode ser visitado – Memling museum, dando para perceber como era um hospital medieval.

Um conjunto também muito interessante é o Begijnhof, nome dado ao conjunto de pequenas construções de paredes todas brancas usadas por uma comunidade de freiras beguinas, local fundado em 1245.

Um outro museu importante da cidade é o Groeninge museum, que alberga a importante colecção de arte sacra da cidade, mas não fomos, pois com o sol que estava era muito apetecível deambular pelas ruas.

Não posso deixar de falar nos canais… dizem que Bruges é a Veneza do Norte, mas achei completamente diferente. Veneza é Veneza e Bruges é Bruges, igualmente encantadora mas diferente. Para onde quer que nos viremos a vista é linda, apetece fotografar tudo!! A zona do lago Minnewater, o chamado lago do amor, é de um beleza deslumbrante e os cisnes que por lá andam só ajudam a complementar o lindíssimo “quadro”.

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A não perder:

  • andar pelas ruas e deixar-se surpreender
  • um passeio de barco pelos canais (penso que foi 10€/pessoa)
  • entrar nas inúmeras lojas de chocolate, que são todas uma perdição (escusado será dizer que tenho stock para os próximos meses)
  • beber cerveja belga, há inúmeras variedades e mesmo tendo estado muito frio, foram as melhores cervejas que bebi na vida!
  • Comer batatas fritas, serve de acompanhamento para tudo
  • Experimentar os famosos mexilhões (eu sou do género: em Roma sê romana e portanto gosto de experimentar o que é típico)
  • Se for o caso, namorem muito… é o sítio certo!

 

Restaurantes:

  • Beethoven – sint-amandsstraat, 6 – Foi onde fomos na primeira noite. É um restaurante pequeno e muito acolhedor. Experimentámos os famosos “moules” au vin e uma carne grelhada.
  • Maximiliaan Van Oostenrijk – onde comemos um costeletão de carne de vaca grelhado nas brasas que estava divinal. Este restaurante fica na zona do Minnewater e  das janelas tem-se vista do lago.
  • No hotel ainda nos sugeriram os seguintes: Quatre Mains, Brasserie Raymond e De Stove, mas não tivemos oportunidade de experimentar nenhum deles.

Lojas:

Toda o centro histórico tem bastante comércio, que eu diria ser comércio gama média – Zara, H&M, Pylones, Calzedonia etc , não se encontram as grandes marcas de luxo. Mas o que nos surpreende é mesmo a quantidade imensa de lojas de chocolates. São todas apetecíveis, nós gostámos muito desta:

 

Nota: Bruges situa-se a cerca de 90Km de Bruxelas e pode-se fazer a viagem de comboio, penso que dura cerca de hora e meia. Apesar de normalmente nas cidades Europeias optarmos pelos transportes públicos, desta vez como tínhamos pouco tempo e queríamos aproveitá-lo bem, optámos por alugar um carro no aeroporto de Bruxelas, que ficou por cerca de 70€ e mais 25€ de gasolina, o que compensou. Ah, a auto-estrada que liga Bruxelas a Bruges (e passa por Gent) não é paga…

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Foi uma viagem muito simpática e que me vai ficar na memória! E agora estou já a pensar na próxima, que se aproxima a passos largos e que vai ser em família! ❤️👨‍👩‍👦‍👦

Obrigada por lerem!

Hotel Thoumieux, Paris

Na última viagem a Paris fiquei no Hotel Thoumieux – rue St. Dominique, 79.

Como irão perceber se acompanharem o blog, eu sou uma pessoa que ADORA hotéis e adoro conhecer novos hotéis e especialmente hotéis diferentes. Mas nunca estou disposta a estourar o budget da viagem, seja ela qual for, só com o hotel. Até mesmo porque vão perceber que eu sou uma pessoa que adora hotéis, mas também sou uma pessoa que adora restaurantes e lojas e… e… e… e…

Este é um boutique hotel do grupo Costes e dito isto talvez fossem desnecessárias mais palavras…, mas ainda assim vou arriscá-las.

A localização é muito central no 7iéme arrondissement, muito perto dos Invalides, com a estação de metro La Tour Maubourg a uma distância de cerca de 5min a pé. E a estação de Invalides a um pouco mais, mas também perfeitamente acessível a pé. A Torre Eiffel também fica a cerca de 15minutos.

O hotel tem cerca de 15 quartos, um projecto de interiores com inspiração Art Deco que esteve a cargo da designer Iraniana, sediada em Paris India Madhavi,  conhecida por vários projectos de interiores em hotéis, restaurantes e bares da moda espalhados pelo mundo.

Em todo o hotel os padrões são usados e abusados, tanto ao nível de papéis de parede como tapetes, assim como as cores fortes. A luz é um elemento determinante na concepção dos espaços e ambientes. Elementos fortes são uma constante e conferem-lhe muita personalidade, no entanto a atmosfera é extremamente acolhedora, muito “cozy”.

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Pomenor da máquina de café e Ipad

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Zona de closet

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Casa de banho

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Corredor de acesso aos quartos

Todo o hotel cheira maravilhosamente bem, e um hotel que apela ao  olfacto cativa-me logo, pois sou uma pessoa também de cheiros, é algo que considero que nos cria uma memória muito poderosa.

Não posso deixar de referir a cama, que era muitíssimo confortável. Isto é tudo muito giro, mas só uma decoração bonita não faz um hotel porque  e as amenities… da Aésop, uma marca que dispensa apresentações e que eu adoro!

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Amenities Aésop

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Aqui chegados penso que é fácil concluir que gostei muito do hotel, voltaria ou voltarei com todo o gosto e conquistou-me assim que passei as portas de entrada.

Um pequeno pormenor é que o hotel não tem elevador, mas não se preocupem, as malas aparecem-nos confortavelmente no quarto! E como o edifício só tem quatro andares também não é grave.

Relativamente ao pequeno almoço, nunca o tomámos no hotel, normalmente gosto de conhecer o que há à volta, o que habitualmente também se revela uma opção mais barata. A cerca de 5 min do hotel podemos encontrar a rue Cler, uma rua pedonal, muitíssimo simpática, com vários cafés, floristas, queijarias, mercearias e portanto uma excelente opção para o pequeno almoço.

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Pormenor de um espelho num espaço comum

Esta foi uma viagem de 3 noites e por isso com alguma pena, não conseguimos conhecer os restaurantes do hotel, nomeadamente a Brasserie Thoumieux, mas que não perde pela demora!! O espaço é muito giro, estava sempre cheio, o que é um bom sinal.

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Um dos restaurantes do hotel

O hotel Thoumieux é um dos preferidos em Paris da conhecida digital influencer Garance Doré!

Fiz esta reserva com alguma antecedência através do booking.com e consegui um excelente preço, um quarto de casal por cerca de 150€/noite!!!! Sim, foi mesmo um achado!

A viagem Lisboa/Paris foi com a AirFrance, que chega ao aeroporto Charles de Gaulle e daí apanhámos a Roissybus até à zona da Ópera.

Nessa zona, eu e o meu marido temos uma paragem obrigatória… Em vez de nos enfiarmos diretamente no Metro, andamos cerca de 200m até a Brasserie/Bar Garmont , sentam-nos na esplanada, tomamos um copo de vinho acompanhado de uma tábua de queijos e aí sim, sentimos que estamos em Paris!!

Para chegar ao hotel, apanhámos o metro em Bonne Nouvelle e saímos direto em Le Tour Maubourg.

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Eu, na entrada do hotel

 

Obrigada por lerem e boas viagens!